Francisco Carlos de Assis
Terra
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira, 4, que o Brasil dispõe de um arcabouço jurídico que o respalda a dar respostas às controvérsias comerciais, mas que, no caso do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que se busque uma solução pelo diálogo.
"Os Estados Unidos não são nossos inimigos", disse Alckmin a jornalistas após participar de almoço com a diretoria do Instituto para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi) em um restaurante na Zona Oeste da capital paulista.
Ao ser perguntado se a taxação das importações brasileiras pelo governo americano, de no mínimo 10%, está entre as mais baixas decorreu de reuniões que Alckmin teve com o secretário de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Howard Lutnick, Alckmin disse ter colocado, claramente, que precisava ser levado em conta o fato de os Estados Unidos serem superavitários em relação ao Brasil, na balança comercial bilateral.
"Coloquei para o secretário que temos de aproveitar as oportunidades que, no caso do SAF (combustível que substituirá o querosene de aviação), só Brasil, Estados Unidos e Índia podem produzir", disse.
Alckmin disse também que, durante o almoço, além do tarifaço, outros temas foram discutidos — e citou a Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), a reforma tributária, a depreciação acelerada e o Mover (Mobilidade Verde), entre outros.