A combinação de cerveja e antibióticos é um tema que gera muitas dúvidas. Afinal, o álcool corta o efeito do medicamento? Quais os riscos dessa mistura?
"Muitos antibióticos, como azitromicina, tetraciclina, nitrofurantoína, secnidazol, tinidazol e fluconazol, podem ser tomados com segurança com álcool. No entanto, é importante considerar algumas exceções", orienta a Dra. Paula Pires, endocrinologista e metabologista pela SBEM.
As exceções que exigem atenção
Metronidazol: A combinação com álcool pode causar reações desagradáveis, como náuseas e vômitos. A frequência e gravidade dessas reações ainda são incertas.
Cefalosporinas e cetoconazol: Alguns tipos desses antibióticos podem apresentar riscos semelhantes ao metronidazol quando combinados com álcool.
Eritromicina: O álcool pode reduzir a eficácia deste antibiótico.
Doxiciclina: Em pessoas que consomem muito álcool regularmente, a eficácia deste antibiótico pode ser comprometida.
Além disso, o álcool pode aumentar o risco de danos no fígado para quem está tomando medicamentos para tratar tuberculose, por exemplo, conforme mostrado em estudos.
"Portanto, embora muitos antibióticos possam ser usados com álcool, é muito importante estar ciente das exceções e dos possíveis riscos. Em geral, é aconselhável ter cautela e, em alguns casos, evitar o álcool durante o tratamento com certos antibióticos", conclui a especialista.