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Quatro réus foram julgados pelo Tribunal do Júri da comarca de Tapurah (a 433 km da capital), sendo três deles condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por duas vezes) e uma absolvida. As penas aplicadas aos condenados totalizam mais de 100 anos de reclusão e eles não poderão recorrer da sentença em liberdade. O julgamento ocorreu na última terça-feira (25).
O réu L.P.C.M. foi condenado a 32 anos, oito meses e um dia de reclusão; H.J.F. teve pena fixada em 39 anos, 11 meses e 19 dias de reclusão e 16 dias-multa, e o réu A.M.O. somou pena final de 29 anos, um mês e 29 dias de reclusão e mais 12 dias-multa. H.J.F. e A.M.O. foram condenados também pelo crime de ocultação de cadáver. Com fundamento nas decisões do Conselho de Sentença, a ré A.K.S.S. foi absolvida.
Os crimes foram praticados contra as vítimas Antônio Gabriel Leite de Castro e Rodrigo Martins de Souza no dia 12 de março de 2022. De acordo com as investigações, Antônio e Rodrigo encontravam-se em um bar do município, onde estavam presentes diversos integrantes do Comando Vermelho. Desconfiados de que Antônio Gabriel fizesse parte de uma organização criminosa rival, os réus decretaram a sua morte. Atraídos para uma emboscada, eles foram levados para o tribunal do crime.
Na residência de um dos condenados, as vítimas foram rendidas, amarradas e torturadas com requintes de crueldade, na tentativa de apurar o envolvimento de Antônio com uma facção criminosa rival. Conforme apurado, após a tortura, a morte de Antônio Gabriel foi decretada por ele, em tese, ser faccionado à organização criminosa rival e a de Rodrigo por ser testemunha ocular. As duas vítimas foram amarradas em um veículo e levadas para uma região de mata na zona rural de Tapurah, onde tiveram as orelhas cortadas e, por fim, foram decapitadas.