As estimativas preliminares da safra 2025/26 nos Estados Unidos projetam um aumento na oferta de milho, com maior área agrícola e maior colheita. Nesta quinta-feira (27/2), o Departamento de Agricultura do país (USDA) divulgou que a área destinada ao cereal deve saltar de 36,68 milhões de hectares da temporada anterior para 38,04 milhões.
A colheita deve subir para 395,8 milhões de toneladas, se as condições climáticas permanecerem “normais”, conforme afirmou o economista-chefe da agência, Seth Meyer, nesta quinta-feira (27/2), durante o Fórum Agricultural Outlook. Em 2024/25, a produção foi de 377,6 milhões de toneladas.
Os estoques iniciais começam a cair em relação ao ano anterior, ao passo que o consumo doméstico do milho vai subir, acrescentou o relatório apresentado por Meyer.
Em relação à soja, a previsão é de menor área, mas produção estável, de acordo com as primeiras estimativas. Meyer apontou uma redução de 4% na área plantada, devendo atingir os 34 milhões de hectares, versus os 35,26 milhões no ciclo 2024/25.
Entretanto, a previsão para a colheita é de 118,9 milhões de toneladas, número parecido com o ciclo anterior (118,8 milhões). O mercado esperava um corte maior. Mesmo assim, Mayer mencionou que as expectativas de maior oferta global para a oleaginosa pressionará os preços nas bolsas internacionais.
“A produção de soja no Brasil, que era relativamente igual à produção dos EUA há apenas seis anos, aumentou nos últimos anos devido à procura da China. O Brasil está colhendo uma safra em 2025 que deverá ser 40% maior que a colheita dos EUA em 2024. Com a oferta superando a demanda nos próximos meses, os estoques sul-americanos no início da colheita de 2025 nos EUA serão maiores em comparação com os anos anteriores”, detalhou o relatório do USDA.
Em relação ao trigo, a entidade prevê, ainda de forma provisória, um aumento de 18,66 milhões de hectares para 19,02 milhões de hectares na safra 2025/26.
Somando os cereais de verão e inverno, a oferta total deve ser 52,9 milhões de toneladas em relação aos 53,6 milhões em 2024/25.