Terça-feira, 04 de Agosto de 2015, 18h:26

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Que bom seria se o mundo fosse habitado por loucos

Durante muito tempo me questionei sobre a anormalidade e loucura


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DRIELY PINOTTI

Durante muito tempo me questionei sobre a anormalidade e loucura, até porque a frase que eu mais escutei na minha vida incluía as duas palavras.

Essa frase constante martelava nos meus pensamentos. No entanto, olhava para o mundo e pessoas ao meu redor, e percebia que realmente eu era muito esquisita.

Sempre tive manias, gostos e pensamentos estranhos, comparados com toda a normalidade que me cercava.

E como na música do grande Raul Seixa, eu me esforçava muito para ser uma pessoa normal, fazer tudo igual. Só que do meu lado, eu aprendia a ser mais louca ainda. Uma maluca total, em uma loucura real.

Então, os questionamentos de mudança surgiam: só que eu sempre fui tão feliz assim, por que mudar?

Por que eu faço parte de um grupo que nunca deslumbrou o “ser bem sucedido financeiramente”?

Por que eu faço parte do grupo que nunca se contentou com as adversidades da vida?

Por que eu faço parte do grupo que prefere resolver os pepinos do dia a dia com diversão?

Por que eu faço parte do grupo que curte uma vida simples?

Por que eu faço parte do grupo que acredita no tudo resolvido, pode hoje, pode ser amanhã, depois ou nunca?

Por que eu faço parte do grupo que não quer ser corrompido com essa epidemia de corrupção, péssimos, de pessoas cheias, mas sempre vazias?

E nem daquele corre-corre do dia a dia, vendo a vida passar, sem nem perceber que ela passou?

A vida precisa ser vivida!

Garçom manda mais uma aí, por favor.

Porque eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

Teoria de Mutantes

“Sim, sou muito louco, não vou me curar...

Já não sou o único que encontrou a paz...

Mas louco é quem me diz...

E não é feliz, eu sou feliz...”

 

 

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