Terça-feira, 28 de Julho de 2015, 18h:35

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Relacionamentos têm fim! Felicidade não!

Você pode ser feliz sozinha


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DRIELY PINOTTI

Não havia como negar que ela era louca por ele, e que aquilo tudo parecia muito com um conto de fadas. Como nos livros de romance em que ela gostava de ler, onde mesmo diante das adversidades o mocinho e mocinha tinham sempre um final feliz.

Para ela, o romance trazia paz e uma alegria a mais para viver.

Júlia depositou boa parte de suas expectativas nessa história, dava arrepio. Sempre quando o via, alguma coisa acontecia em seu coração, parecia mais com um terremoto. Ela só queria dar-lhe amor e carinho. Aquilo os deixavam meio inconsequentes e alucinados, afinal, eram apenas dois jovens aprendendo a tradução e os efeitos do amor.

Quando Carlos a via, sempre cantava uma música de Caetano Veloso, ““Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias. Luz das acácias [...] A sua coisa é toda tão certa, beleza esperta, você me deixa a rua deserta. Linda, e sabe viver. Você me faz feliz. Esta canção é só pra dizer e diz, você é linda, mais que demais, você é linda sim. Onda do mar do amor que bateu em mim.””

Aquela voz que cantava a canção que ela amava, causava um efeito de explosão. Era algo de muito sentimento envolvido e eles só queriam chegar até o “para sempre” juntos.

Mas o casal jovem não queria acreditar na velha retórica de Cássia Eller, “que o pra sempre, sempre acaba”.

Só que as estações mudaram. O amor se desgastou. E não houve a transformação que ele a pedia. Motivos? Haviam muitos para deixar tudo como estava, porém, Júlia gosta de excessos, de pessoas que se somam e não as completas.

Ela desistiu.

Naquele momento, tudo parecia estar tão cinza e melancólico. Júlia se sentia perdida.

No entanto, parou e pensou. “Nem tudo está perdido. Não foi um relacionamento frustrado que teve fim”, pensava.

Em seus pensamentos, passavam cenas dos momentos alegres, tristes, bestas e do apoiar-se. “Não posso falar que não deu certo! Deu certo! Durante cinco anos. Só que o sentimento se quebrou. Foi só isso!”.

A partir disso, ela começou a conhecer uma coisa chamada liberdade.

E começou voar. Passou a viver com os todos os aspectos que acompanhavam desde seu nascimento.

Júlia sempre foi sonhadora, divertida e alegre. Passou, então, a buscar a independência pessoal. Ela gostou muito disso.

Aprendeu que para ser feliz bastava apenas estar com ela mesma!

Quando lhe faltam risos, ela inventa algo que vai trazer risos multiplicados.

Ah, ela também aprendeu a preferir as pessoas loucas, as sérias causam enjôo (por serem pessimistas e não fazerem da vida diversão). O que não significa que ela faça muitas loucuras.

É que ela gosta de ser, de dançar, de cair no escuro e levantar, mesmo quando a miopia não a deixa enxergar.

Então, deixe-a voar e ser.

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