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Mercadinhos

Max critica supérfluos em presídios de MT: "Não podemos aceitar"

Presidente da Assembleia afirmou que detentos devem ter acesso ao mínimo nos presídios

VITÓRIA GOMES E GIORDANO TOMASELLI

DA REDAÇÃO-RD NEWS

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), criticou a venda de produtos de primeira qualidade nos mercadinhos instalados em presídios de Mato Grosso.

Nesta terça-feira (25), o MidiaNews publicou em primeira mão o relatório de uma vistoria da Secretaria Estadual de Justiça, que encontrou mercadorias como azeite de oliva, Nutella, amaciante de roupas, cigarros Marlboro e até cuecas Calvin Klein sendo vendidas em cinco presídios do Estado.

“Isso nós não podemos aceitar. Se nós acharmos isso normal e relativizar, aí realmente deixa a população que está do lado de fora bastante indignada. [...] Não é interesse da Assembleia aceitar isso”, afirmou à imprensa nesta quarta-feira (26), ao ser questionado sobre a venda de cuecas da grife e até Nutella.

O Governo do Estado tem tentado acabar com os mercadinhos dentro das unidades, mas encontra resistência.

Neste ano o governador Mauro Mendes (União) vetou um artigo de uma lei aprovada na Assembleia Legislativa que permitia o funcionamento das estruturas dentro das cadeias. 

Ao criticar a venda dos produtos de primeira linha, Max afirmou que os detentos devem ter acesso ao mínimo nos presídios.

“Qualquer ser humano, qualquer pessoa tem direito ao tratamento digno, mesmo estando preso. O mínimo necessário tem que ser oferecido. E esse mínimo necessário o Estado tem condição de oferecer”, disse.

Divergência na pauta

O debate sobre a permanência ou proibição da existência dos mercadinhos nos presídios de Mato Grosso tem dividido opinião entre os deputados estaduais.

Para tentar esclarecer sobre o assunto, a Casa convocou uma audiência pública para que haja um amplo debate sobre o tema. Segundo Max, a votação do veto do governador será marcada após esse diálogo.

“Existe uma discussão muito forte em cima desse tema, se isso beneficia as facções, se isso não beneficia, se isso dá dignidade ao preso lá ou não... Enfim, acho que esse debate é interessante, é importante. O parlamento é o local ideal para que isso aconteça. [...] Nós esperamos que os resultados sejam bastante satisfatórios”.

Na tarde desta terça-feira (26), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, restringiu a venda de produtos nos mercadinhos, o que vai evitar os supérfluos. 

 

 

 

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