Da Redação
Fervoroso adorador de Jair Bolsonaro (PL), o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) tem usado as redes sociais para, por assim dizer, tentar reescrever a história.
Na segunda-feira (31), ele divulgou um vídeo no qual nega que o Brasil tenha passado por uma ditadura militar.
A gravação foi publicada na data que marcou os 61 anos da destituição do então presidente João Goulart pelos militares, instaurando um regime que durou até 1985.
Cattani classificou o golpe de Estado de 1964 como uma "salvação" para o país.
Argumentou que os militares impediram a instauração de uma "ditadura do proletariado", aluindo à esquerda, no que se refere a políticas de controle estatal, censura ideológica e restrição de liberdades individuais.
Historiadores, pesquisadores e documentos oficiais apontam que o regime militar foi marcado por censura, repressão política, tortura e execuções de opositores.
Durante os 21 anos da ditadura, brasileiros foram perseguidos, parlamentares foram cassados, houve fechamento do Congresso Nacional e suspensão de direitos políticos, além de tortura e assassinatos.
Não parece ser à toa que Cattani exalta a figura de Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado...
Não estranha, aliás, que o mesmo deputado tenha usado as redes sociais, no começo de março, para debochar o filme "Ainda estou aqui", premiado com o Oscar de melhor fime internacional.
O deputado disse que a história, que fala sobre o desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Paiva, assassinado durante a ditadura militar, faz apologia ao comunismo.
O parlamentar se revela um analfabeto em termos de história, ou faz esses comentários para respeitar as normas da "seita" bolsonarista.
Ele jura que não assiste à TV há 30 anos...