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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2020, 19h:30

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Bolsonaro chama Greenpeace de “lixo” e “porcaria”

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O presidente Jair Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro chamou a ONG internacional Greenpeace de "lixo" após ter sido questionado, na manhã desta quinta-feira (13), sobre a crítica que a entidade fez ao Conselho da Amazônia. O órgão, criado por Bolsonaro, ficará sobre a responsabilidade da Vice-Presidência da República e não do Ministério do Meio Ambiente, que estava lidando com a crise ambiental na Amazônia.

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"Quem é Greenpeace ? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo. Outra pergunta", Bolsonaro afirmou enquanto saia do Palácio da Alvorada. A ONG foi fundada em 1971 e é uma das mais reconhecidas no ramo de meio ambiente.

O Greenpeace criticou o vice-presidente, Hamilton Mourã, ser o responsável pelo  Conselho da Amazônia , o que, segundo eles, seria uma estratégia apenas para desviar o foco da má gestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. "Bolsonaro espera que isto seja o suficiente para enganar a opinião pública e os investidores internacionais. Mas os resultados continuarão sendo medidos diariamente pelos satélites que medem o desmatamento", afirmou a ONG por meio de nota.

A ONG também acredita que, no atual formato, o conselho "não tem plano, meta ou orçamento". O Greenpeace acredita que o órgão não tem por objetivo combater o desmatamento ambiental. Também criticou o fato de governadores, indígenas e sociedade civil não integrarem o conselho.

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Bolsonaro, no entanto, defende que o excesso de pessoas levaria a falta de eficiência do órgão e a aumento de gastos. "Se você quiser que eu bote governadores, secretários de grandes cidades, vai ter 200 caras. Sabe o que vai resolver? Nada. Nada. Se botar muita gente é passagem aérea, hospedagem, uma despesa enorme, não resolve nada". Ele afirma que nenhuma decisão do Conselho será tomada sem conversar com governadores e parlamentares estaduais. Contudo, não menciona diálogos com indígenas ou sociedade civil, algo que o Greenpeace advertiu.


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