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Domingo, 10 de Novembro de 2019, 21h:30

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Evo Morales renuncia ao cargo de presidente da Bolívia

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Morales falando ao microfone arrow-options
Reprodução/Twitter/evoespueblo
Evo Morales pediu renúncia em rede nacional

O presidente da Bolívia, Evo Morales, renunciou à presidência neste domingo (10). O anúncio foi feito após as  Forças Armadas pedirem que ele deixasse o cargo  e ele mesmo ter convocado novas eleições . "Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. Enviei minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional", afirmou em pronunciamento na televisão. O vice-presidente Álvaro García Linera, que estava ao lado de Morales, também renunciou.

Segundo o jornal Folha de São Paulo , o governo brasileiro recebeu informações de que houve uma renúncia coletiva no país. Além deles, também teriam renunciado o presidente da Câmara, Victor Borda, e a presidente do Senado boliviano, Adriana Salvatierra, mas a renúncia desses dois últimos ainda não foi confirmada. 

Por volta das 17h deste domingo (horário de Brasília), o avião presidencial decolou do aeroporto de El Alto, em La Paz. Morales estava lá desde a manhã e houve especulações de que ele estaria deixando o país. Em vez disso, a aeronave aterrissou no aeroporto de Chimoré, perto de Cochabamba, um reduto político de Morales. Ele tem uma casa no local.

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A renúncia se dá em meio a protestos no país e a pressões para que outro pleito fosse realizado. Mais cedo, o comandante-chefe das Forças Armadas da Bolívia, o general Williams Kaliman, havia pedido que Morales renunciasse à presidência . "Após analisar a situação conflituosa interna, pedimos ao presidente de Estado que renuncie a seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia", disse o general Kaliman à imprensa.

Desde que Morales foi reeleito, em 20 de outubro, o processo eleitoral tem sido questionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele venceu as eleições com 47,07% do total de votos, enquanto seu rival Carlos Mesa ficou com 36,51%.

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Na Bolívia, um candidato só vence quando soma mais de 50% dos votos ou quanto tem menos, mas fica com vantagem de 10 pontos percentuais. Por conta dessa vantagem ter sido pequena, a OEA chegou a duvidar do resultado e pediu uma auditoria das urnas.

Essa adutoria só seria finalizada em 13 de novembro, mas foi adiantada "por conta da gravidade das denúncias", disse o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

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