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Tarifaço de Trump

Revista ‘The Economist’ ironiza Trump e chama anúncios de tarifaços de 'Dia da Ruína'

Publicação britânica classifica medidas adotadas pelos Estados Unidos como ‘irracionais’, ‘erro econômico desnecessário’ e ‘patéticas'

Terra

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou tarifas recíprocas de importação e a revista The Economist, de forma crítica, chamou a medida de "irracional", "erro econômico" e "patética". O assunto marcou a capa da edição divulgada nesta quinta-feira, 3, com uma ilustração do republicano abrindo um buraco abaixo de seus próprios pés.

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Enquanto Trump chamou a medida de ‘Dia da Libertação’, o veículo considerou ser o ‘Dia da Ruína’. “Donald Trump anunciou a maior ruptura na política comercial dos Estados Unidos em mais de um século — e cometeu o erro econômico mais profundo, prejudicial e desnecessário da era moderna”, escreveu a revista, que também considera que suas afirmações são "um absurdo completo".

 

“Não há como evitar o caos que ele causou”, acrescentou o veículo, que considera "patética" a compreensão do presidente norte-americano sobre os detalhes técnicos da medida. 

 

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As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira, 2, durante coletiva no Rose Garden da Casa Branca, em Washington. A imposição de tarifas de importação é uma das principais promessas de campanha de Trump. Desde que assumiu o atual mandato, o republicano já decretou tarifas sobre grandes parceiros comerciais além do Brasil. 

No caso do Brasil, com relação às tarifas recíprocas, será cobrado 10% de todas as importações feitas. O país mais afetado foi Camboja, que terá taxa de 49%. Para a China e a União Europeia, as imposições serão de 34% e 20%, respectivamente.

Em nota, o governo brasileiro lamentou o 'tarifaço' de Trump. O Itamaraty afirmou que mantém diálogo aberto com os EUA, mas que defende os legítimos interesses nacionais e avalia "possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral".

Quais produtos brasileiros serão mais afetados?
A taxação anunciada por Trump atinge todos os produtos importados do Brasil. Porém, há itens na lista que são exportados com mais frequência e em maior quantidade para os EUA, e que, por isso, devem sofrer um impacto maior.

O petróleo, que representou R$ 5,8 bilhões de exportação para os EUA, e o ferro, que também viu alta nas exportações, lideram a lista. De acordo com a CBN, o governo brasileiro informou que a lista segue com aeronaves, café, celulose e carne bovina. 

A Casa Branca afirmou que as tarifas recíprovas passarão a valer na próxima quarta-feira, dia 9, às 0h01.

O governo americano deve anunciar, em breve, tarifas contra semicondutores, produtos farmacêuticos e possivelmente minerais essenciais. 

 

Fonte: Redação Terra

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