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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019, 07h:00

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Motociclista percorre 90 mil quilômetros do Polo Sul ao Polo Norte

Chuvas, lama, nevascas, tornados, frio intenso, calor excessivo e tentativas de assaltos, foram alguns dos desafios que Damasceno precisou enfrentar


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Jaqueline Hatamoto

Uma moto, um sonho e um destino na mente, aliado a coragem, determinação e um espírito aventureiro, fizeram o motociclista Mauro Damasceno rodar 90 mil quilômetros indo do Ushuaia (Patagônia) até Prudhoe Bay, no Alaska, percorrendo 20 países do continente Americano durante um ano e seis meses de aventuras.

5 mil litros de combustível, 10 revisões completas na moto, uma BMW F 800 GS ADVENTURE 2015, inúmeros desafios superados e histórias, muitas histórias que em breve serão eternizadas em um livro que contará a experiência do morador de Primavera do Leste sobre duas rodas.

A viagem que teve início em 2015 e terminou em 2017, faz parte do sonho do balcofarmacista e marketólogo, que pretende cruzar os cinco continentes. Damasceno conta que a ideia de realizar a expedição pelo continente Americano, surgiu após ele, em 2009, percorrer o Brasil em sua totalidade geográfica, indo do Oiapoque ao Chuí, e visitando todas as capitais brasileiras. Nesta viagem, foram 118 dias e 30 mil quilômetros rodados, está aventura está registrada no livro “NA SOLIDÃO DO MEU CAPACETE...A VIAGEM” (www.agbook.com.br), então surgiu a vontade de conhecer o continente Americano, tendo em vista que já havia conhecido o país.

Damasceno partiu de Primavera do Leste-MT com destino a Cascavel, no Paraná, cidade natal, de onde oficialmente deu a partida para a aventura. Percorreu um trecho da viagem com Lila, uma historiadora de Londrina-PR, que tinha como objetivo escrever um livro sobre a história dos Maias e dos Incas, porém, por motivos de saúde, ela precisou desistir desse sonho ainda na Argentina. Damasceno então seguiu viagem solo pela Bolívia e Peru, e na saída desse país, foi contactado por um amigo motociclista argentino que pediu-lhe para aguardar uns dias que teria como companheiros de viagem mais dois motociclistas vindos do Ushuaia também com destino ao Alaska. E assim fez Damasceno, esperou e seguiu viagem dali em diante com mais dois motociclistas rumo ao Alaska.  Julian Novais e Mateo Lobato. (2trastorna2XAmerica).

Chuvas, lama, nevascas, tornados, frio intenso, calor excessivo e tentativas de assaltos, foram alguns dos desafios que Damasceno precisou enfrentar para realizar o sonho de cruzar o continente Americano de moto. “Sofri duas tentativas de assalto, sendo uma ainda no Brasil, saindo de Pelotas- RS e outra na Bolívia, onde eu estava rodando sozinho. Porém, o mais complicado foi o trâmite nas fronteiras, pois, além de pagar as taxas obrigatórias, tinha sempre que pagar uma propina. Às vezes chegava a gastar até 100 dólares, entre documentação e propinas nas fronteiras dos países da América do Sul e Central”, comentou Damasceno.

Mas todos os percalços do caminho, pneus furados e adversidades, não levaram Damasceno a desistir do sonho. Ele já planeja uma nova viagem, marcada para 2021. O objetivo agora é rodar a Europa, porém, dependendo dos patrocinadores e do apoio da BMW, o trajeto pode se estender e passar pelo continente Africano também. “Caso não consiga o patrocínio necessário, pretendo fazer o continente Europeu em 2021, e posteriormente volto para fazer o continente Africano”.

Sobre o novo livro, Damasceno adianta “já está tudo na cabeça, falta apenas organizar e editar”.

 

ORGANIZAÇÃO

Conseguir ficar tanto tempo na estrada exige muita organização e força de vontade. Damasceno explica que toda a viagem é planejada com certa antecedência. Por exemplo, para fazer a última expedição, Mauro teve que esperar as duas filhas terminarem a faculdade e assim conseguir capitalizar o valor necessário, já que os patrocínios não conseguem cobrir as despesas da viagem em sua totalidade. “É preciso estar atento a tudo, se organizar e estar preparado para imprevistos, usar equipamentos de segurança, cuidar da manutenção da moto e de você, principalmente. Depois disso, é só colocar o pé na estrada e deixar fluir o seu espírito aventureiro”, finaliza Damasceno.

“Eu sou enquanto viver e viajar...E vivo enquanto for”. Damasceno.

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