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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020, 07h:00

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Empresa e morador registram ocorrências contra vereadores

Vereador diz que áudio não passou de uma brincadeira


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Jaqueline Hatamoto

Entre as funções atribuída a um vereador está a de fiscalizar o executivo e consequentemente todas as ações que envolvam o dinheiro público e que seja de interesse da sociedade.  Em Primavera do Leste, essa fiscalização por parte de alguns vereadores tem sido motivo de registro de ocorrência junto a polícia. Nossa equipe de reportagem teve acesso a dois registros, feitos por uma empresa e um cidadão contra o vereador Luís Costa. Um outro Boletim de Ocorrência (B.O) envolve o nome do filho do vereador Antônio Marcos, o Perú.

 

 Os dois boletins foram registrados no mesmo dia, em 05 de fevereiro deste ano. Em um dos casos o representante de uma empresa contratada para realizar a reforma do Centro Cultural procurou a polícia para registrar a ocorrência. No documento o vereador Luís Costa é acusado de publicar inverdades sobre a empresa. O comunicante disse que ao abrir o facebook, viu um vídeo do vereador, onde este acusa a prefeitura de estar beneficiando a obra, realizando trabalho que deveria ser feito pela empresa.

Na oportunidade o responsável apresentou à polícia documentos que comprovam que o aterro, transporte, carga e solo são de responsabilidade da prefeitura, cabendo a empresa somente a compactação conforme a planilha. Segundo o denunciante essa não é a primeira vez que o vereador inventa coisas a respeito da construtora, e que por isso resolveu buscar ajuda da polícia.

O outro B.O foi registrado por Welton Rodrigues de Almeida, conhecido popularmente como Camaro, que alega ter recebido mensagem de áudio do vereador Luis Costa e do filho do vereador Perú, o ameaçando. Ele ainda acusa o vereador de preconceito e injúria.

De acordo com Welton, as ameaças tiveram início depois que ele mandou fazer panfletos que trazem o valor que cada vereador recebeu de verba indenizatória e distribuído na cidade. “Falou que ia fazer eu engolir os panfletos e me dar uma surra”, diz parte do boletim.

 

OUTRO LADO

Procuramos o vereador Luís Costa, que classificou o registro de ocorrência da empresa que realiza a reforma do Centro Cultural como absurda. Ele alega que uma das missões de vereador é fiscalizar obras. “Você está fiscalizando a empresa, a coisa pública, e tudo que é público é transparente. Não manchei a imagem de ninguém. Suspeito que realmente tenha fraude, e cabe a mim fiscalizar como qualquer outra. Inclusive eu apresentei denúncias no Ministério Público, sobre as duas obras que eu vi máquinas da prefeitura trabalhando”, frisou Costa.

Quanto ao boletim registrado por Welton, Luís Costa destaca que “ele é um cara usado politicamente, tem vários boletins contra ele, ele mesmo já difamou e ameaçou a minha família. Chamou meu pai de João de Deus de Primavera, ameaçou pegar meu filho na porta da escola”.

Sobre a acusação de preconceito e ameaça, o vereador diz que tudo não passou de brincadeira. “O áudio não saiu do meu celular. O que aconteceu foi que um amigo dele me pediu para mandar mensagem para ele. E eu gravei, tudo não passou de brincadeira e ele diz que foi ameaça”, ressaltou Luís Costa

Em relação aos panfletos distribuídos nas ruas, o vereador destacou que as informações são mentirosas e que já entrou com um pedido de liminar para apreender o material e proibir a divulgação. “Se fosse informativo tudo bem, mas a intenção é difamar, e está sendo utilizado para manchar a imagem dos vereadores”, finalizou.

Já o vereador Antônio Marcos – Perú, ressaltou que o filho dele é maior de idade e está apto a responder por seus atos. Porém, por ser pessoa pública teve o seu nome vinculado a ocorrência. “O denunciante no caso é uma pessoa de dentro da minha casa, somos amigos, e ele e meu filho sempre brincaram. Então fiquei surpreso com o registro da ocorrência. Tanto que um dia após esse registro, o Welton estava na minha casa. O que pode ter ocorrido, é que devido a ação do Welton, meu filho na tentativa de me defender, acabou dando uma resposta a ele, sem a intenção de ofendê-lo, e isso acabou culminando no registro desta ocorrência”, disse Perú.

O vereador ainda falou sobre uma empresa ter registrado um boletim contra outro parlamentar. “Eu não aprovo de forma nenhuma medida judicial contra quem está no mandato eletivo que tem a obrigação de dar informação e fazer a fiscalização. Não foi uma ofensa pessoal, mas sim uma fiscalização.  E no meu ponto de vista, eu não vejo que precise judicializar alguém que está fiscalizando”, ressaltou.

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