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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020, 06h:30

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Com ouro inédito, Ana Sátila volta às origens e se prepara para Tóquio

A canoísta conquistou duas medalhas de ouro na Copa do Mundo de Canoagem


Imagem de Capa
ASSESSORIA DE IMPRENSA

De volta as origens, Ana Sátila Vargas, com duas medalhas de ouro conquistadas este ano, está em Primavera do Leste comemorando os recentes títulos e se preparando para as Olimpíadas de Tóquio que acontecerão no próximo ano. Sátila conquistou dois ouros nas duas últimas etapas da Copa do Mundo. A canoísta esteve na manhã de sexta-feira (27), na agência do Sicoob Primavera, e distribuiu sorrisos e autógrafos.

As conquistas de Ana Sátila, em um ano sem muita expectativa devido a pandemia do Novo Coronavírus, foram no dia 18 de outubro em Tacen, na Eslovênia e no último dia 8 ela conquistou a medalha de ouro na etapa de Pau, na França, da Copa do Mundo de canoagem slalom.

2020 foi um ano difícil para todos os setores, no esporte não foi diferente. Ana Sátila se preparava para as Olimpíadas que acabaram sendo adiadas para 2021, mas não desistiu dos treinos. “Foi um desafio muito grande para eu continuar treinando, me esforçando, mesmo sem um objetivo pela frente e ter chegado e mostrado o meu trabalho e trazer um resultado tão importante para o Brasil me deixa muito feliz, muito realizada”, explicou.

Com muitas incertezas sobre as competições no ano, o ouro conquistado por Ana Sátila foi inédito para o Brasil. “Participei das duas etapas da Copa do Mundo, a primeira etapa na Eslovênia e a segunda etapa em Pau, na França. Conquistei dois ouros para o Brasil, um ouro que foi inédito, a primeira vez que um atleta brasileiro conquista uma medalha tão importante no circuito internacional e fiquei muito feliz”, ressaltou.

Ana Sátila começou na canoagem em Primavera do Leste, aos 9 anos, por influência do pai, que foi seu treinador no início. Aos 12 anos, ela conquistou medalha de ouro no Campeonato Brasileiro e aos 15 passou a fazer parte da Seleção Brasileira de Canoagem, sendo a mais nova da equipe.

Hoje, de volta em casa, Ana Sátila disse que está sendo muito especial retornar à cidade depois de tanto tempo. “Estou muito contente, eu pretendo visitar todo mundo, meus amigos de escola e matar um pouco da saudade, aproveitar essa cidade que eu sou apaixonada. Estou procurando aproveitar de verdade cada momento, cada hora aqui”.

Mesmo com pouco tempo, ela ainda pretende praticar o esporte onde tudo começou e matar um pouco da saudade. “Eu vou remar, vou voltar as minhas origens, onde eu iniciei no Rio das Mortes, alí na lagoa também e aproveitar muito, acho que está sendo um momento incrível”, disse.

Em 2021, a atleta participará de sua terceira Olímpiadas que será realizada no Japão. “É difícil, vai ser muita correria. Mas eu estou muito preparada, o que me motiva e me deixa muito contente é que eu nunca me senti muito preparada como agora. É o ano do nosso desafio principal e estou contando aí com o suporte de todo mundo, o Sicoob, as empresas, Primavera que me apoiou desde o início, a minha família”, afirmou.

Em 2012, com apenas 16 anos, Ana Sátila Vargas participou de sua primeira Olimpíadas em Londres. A canoísta foi a atleta mais jovem do Brasil a disputar uma olímpiada. Na edição do Rio de Janeiro, em 2016, Ana Sátila também esteve entre as representantes do país. Em Jogos Pan-americanos, a atleta coleciona três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019.

Inspiração para muitas meninas do interior, de cidades pequenas e de periferias, Ana Sátila explica que no começo, muitas dificuldades precisaram ser enfrentadas. “Todo início é muito difícil, para mim especialmente eu passei por muita coisa, muitos desafios, graças a Deus eu tive o apoio da minha família, da cidade, tem muito suporte, tem muita ajuda da cidade em si. Então eu graças a Deus consegui com o suporte de todo mundo, da família, evoluir e consegui chegar até o meu sonho principal”, disse.

E para quem está começando, seja na canoagem ou qualquer outro esporte e tem o sonho de se profissionalizar, garra e dedicação são os ingredientes principais para as conquistas. “Para quem está iniciando é isso, é começar com muita garra, muita dedicação, todo mundo passa por momentos difíceis, mas o principal, o objetivo é superar e depois as medalhas vem, as conquistas vem”, finalizou.

 

ÚLTIMAS CONQUISTAS

A atleta Ana Sátila, venceu com sobra a prova da categoria C1 (canoa individual) e conquistou o ouro. Sátila foi veloz, com a marca de 93 segundos e 64 centésimos, abriu vantagem de 1seg73 em relação à segunda colocada, a francesa Lucie Prioux, que levou a prata. O bronze ficou com a norte-americana Evy Leibfarth.

“Estou muito contente com o resultado, sair daqui com uma medalha de ouro é muito importante para mim, no sábado eu tinha competido pelo K1 e perdi a última baliza, superei o erro e coloquei forças para buscar esse ouro, as medalhas do Pepe também me inspiraram para conquistar essa hoje”, disse a atleta em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Canoagem.

O segundo ouro do ano foi conquistado em Pau na França no dia 8 de novembro na etapa da Copa do Mundo de canoagem slalom. Competindo na categoria C1, a canoa para uma pessoa, ela fez uma descida no tempo de 115s39, deixando para trás a ucraniana Viktoriia Us, que completou o percurso em 121s64.

Comemorando a conquista, mas não esquecendo os novos desafios, Sátila disse que a vitória é mais um empurrão para treinar ainda mais. “Estou muito feliz, hoje eu realmente aproveitei o percurso. Finalizar essa prova e voltar para a casa com uma medalha de ouro é muito importante e um empurrão para treinar ainda mais pensando nas Olimpíadas de Tóquio. Foi um ano difícil, foi difícil fazer os planos para esse ano, mas eu estou muito feliz com as conquistas”.

Com os dois ouros conquistados em 2020, Ana Sátila passou a colecionar seis medalhas em Copas do Mundo: a atleta já tinha duas pratas no K1 e dois bronzes no C1.

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