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CESTA BÁSICA /

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2020, 06h:30

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Alta dos preços produtos da cesta básica leva Procons de todo país a cobrar providências da Secretaria Nacional do Consumidor

Preço do pacote de arroz passa dos R$ 30 em alguns lugares


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Wellington Camuci

Quem foi ao supermercado nos últimos dias, levou um susto ao ver o preço de alguns itens da cesta básica. Produtos importantes na alimentação do brasileiro, como é o caso do arroz, teve uma alta expressiva nos valores. Hoje, um pacote de arroz de 5 quilos, que estava custando em menos de um mês, na faixa de R$ 15, estão sendo encontrados por R$ 30, em alguns casos, o aumento ultrapassa 100%.

E não é somente o arroz que que teve aumento no valor e assustou a população, o café, o feijão, o óleo de soja, o leite, a carne e vários outros itens também tiveram aumento nos preços. O óleo de soja, por exemplo, que custava em torno de R$ 3,50, agora está sendo encontrado por mais de R$ 7.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) disse na quinta-feira (3) que o setor tem sofrido “forte pressão” por aumentos de preços de itens da cesta básica, e comunicou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, sobre reajustes generalizados praticados pela indústria. Ainda alertou, na nota, para o risco de desequilíbrio entre a oferta e a demanda num momento de crise sanitária.

O aumento nos preços destes produtos fez com que a Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON) encaminhassem um ofício conjunto à Secretaria Nacional do Consumidor, solicitando providências para conter o aumento de preço de itens da cesta básica.

O documento expõe a imediata necessidade de intervenção do poder público, em especial dos Ministério da Justiça, da Economia e da Agricultura, para a contenção dos frequentes aumentos à que os alimentos que compõem a cesta básica estão expostos, prejudicando a saúde financeira do consumidor.

De acordo com Aline Crema Fossari, dirigente do Procon de Primavera do Leste, “sem a elaboração de diretrizes governamentais não conseguiremos reverter o atual cenário econômico que demonstra um aumento de demanda por itens alimentícios, em virtude da melhoria do poder de compra, especialmente por aqueles que estavam fora do mercado de trabalho e agora passaram a receber benefício assistencial do governo e, ao mesmo tempo, um estímulo à venda de tais produtos ao exterior face a grande valorização do dólar. Cabe destacar ainda que “o Procon não é órgão controlador de preço, mas luta diuturnamente para coibir as abusividades”.

É comum no segundo semestre do ano os preços de alguns produtos terem uma leve alta nos preços, principalmente, por estar na entressafra de algumas matérias-primas, porém, o aumento das exportações em período de alta do dólar, queda das importações e elevação no consumo interno, após início do isolamento social, com os consumidores passando a se alimentar mais em casa, também são algumas explicações para o aumento.

Provocada a se manifestar, a Secretaria Nacional do Consumidor salientou que já fez uma articulação interministerial marcando uma reunião urgente para dialogar com os integrantes dos outros ministérios que cuidam desse tema para compreender o que gerou esse salto no preço desses produtos.

Os Ministério da Agricultura e da Economia se comprometeram a enviar os dados e informações necessários, especialmente aqueles relacionados ao comércio exterior.

Com base nas informações que serão passadas em caráter de urgência, a Senacon avaliará as alternativas para garantir a competitividade nesse setor e, principalmente, para que não falte produtos da cesta básica para o consumidor brasileiro.

Filipe Vieira, presidente da ProconsBrasil reitera que a questão não é apenas local e sim nacional e que os órgãos de proteção e defesa dos consumidores já estão articulados para reverter tal cenário e que é importante que a população cobre, de seus representantes na esfera legislativa, a adoção de medidas pertinentes para conter esses frequentes aumentos dos preços dos alimentos.

Por meio de nota aberta, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz – Abiarroz diz que nas últimas semanas “a indústria tem sofrido enorme dificuldade de acesso à matéria-prima decorrente da restrição de oferta do arroz, que está concentrada em poder de poucos produtores. Esse movimento tem resultado em falta de referência para comercialização do arroz e na oscilação generalizada nos preços do cereal para cima, tanto para a indústria como para os consumidores”.

A associação diz ainda que comunicou os produtores e às autoridades competentes para conseguir manter o abastecimento. “Ao perceber a alta descontrolada de preços comunicou ao setor produtivo e às autoridades competentes, com a preocupação de que seja mantido o abastecimento regular do produto até a próxima safra e de que haja uma estabilidade no preço final ao consumidor, especialmente nesse momento de crise pandêmica”, informou.

Ainda segundo a Abiarroz “observou-se uma alta de mais de 30% no custo da matéria-prima, além do reajuste já ocorrido em decorrência do aumento da demanda no início da pandemia. Os preços praticados ultrapassaram em 290% o valor do preço mínimo estabelecido pelo governo federal”. Ela destaca que a matéria-prima representa parte expressiva do preço de venda do arroz e isso reflete no preço ao consumidor.

 

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