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EDITORIAL /

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017, 15h:27

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O que é melhor: um jovem aprendendo um ofício ou no ócio?

Está mais do que na hora do ECA passar por reformulação porque esta geração que nasceu com toda a proteção e direitos e nunca é lembrada dos deveres não está dando certo


Veja o seguinte comentário de um leitor de O Diário: Caro Sr prefeito, vereadores e Conselho tutelar, mês passado o Conselho Tutelar fez uma visita no meu estabelecimento comercial para verificar uma denúncia anônima que ali estaria trabalhando um menor de idade. Não encontraram nada. Porém, disse a eles que meu filho de 15 anos, às vezes, me ajuda no caixa. Quando o movimento aperta. Me informaram que se ele estivesse lá trabalhando teriam que levar junto com eles. Agora eu faço uma denúncia aqui diretamente para o Sr prefeito, vereadores e Conselho Tutelar desta cidade. Na Avenida Porto Alegre, principalmente depois da meia noite há centenas de menores de 11 a 17 anos de idade fazendo uso de bebidas alcoólicas, cigarro, drogas, se prostituindo e muitas vezes roubando e até assaltando. Por que Sr prefeito, vereadores, Conselho Tutelar e outras autoridades competentes não fazem um arrastão para inibir esses menores que estão na rua praticando todo tipo de crime? Ao invés disso vem no meu estabelecimento proibindo meu filho de aprender o caminho certo.

 

Quem tira a razão deste pai? Estamos cansados de publicar reportagens onde jovens estão com a arma na mão, matando impunemente, cometendo crimes que, às vezes, nem a família sabe, sendo chefes do crime e traficantes frequentemente flagrados pela Polícia, apreendidos e logo depois saem pela porta de frente, alguns zombando do trabalho do policial, certos da impunidade e do sistema falho.

 

Ouvimos depoimentos da Polícia afirmando que as famílias não sabem mais o que fazer com a criatura e mães que rezam para não encontrar o filho morto depois de um sumiço sem explicação. Nas ruas vagando como zumbis usuários de drogas. Aí, quando um pai de verdade, não aquele que só paga pensão e faz as vontades do rebento resolve ensinar ao filho, que não é mais criança com 15 anos, um ofício para valorizar a família e de onde tiram o sustento, uma pessoa denuncia como se o menor estivesse sendo maltratado, pelo visto era melhor ele ficar na rua ajudando a aumentar os índices de criminalidade juvenil. Era mais bonito, quem sabe.

 

O Conselho Tutelar foi cumprir sua obrigação como manda a lei. Mas está na hora de usar mais o bom senso. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a condição de menor aprendiz bastava explicar ao pai as regras para isso. Agora tirar um jovem do trabalho digno junto a família é no mínimo contraditório para um órgão que preza zelar pelo bem-estar de crianças e adolescentes.

 

E indo mais além, está mais do que na hora do ECA passar por reformulação porque esta geração que nasceu com toda a proteção e direitos e nunca é lembrada dos deveres não está dando certo.

 

Os pais devem voltar a poder educar os filhos. E quem denunciou precisa cuidar um pouco mais da sua vida porque trabalhar ao lado do pai nunca fez mal a ninguém. Onde muitos filhos não têm um pai presente este jovem de 15 anos é agraciado com um que se preocupa e que lhe ensina todos os dias o valor do trabalho digno. Pai, mesmo com essa preocupação o senhor é um exemplo a ser seguido. Trabalhar nunca matou ou envergonhou ninguém.

 

Oxalá que mais pais fossem tão conscientes de sua missão!

 

 

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