EDITORIAL /

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012, 18h:32

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Não disseram que morreremos por nossos atos

DEPOSITAR SEU LIXO NA RUA, DE FORMA IRRESPONSÁVEL, É COMO JOGAR A SUJEIRA PARA DEBAIXO DO TAPETE


Redação: Janine de Oliveira
Previsões que anunciam o apocalipse. O cinema dá imagem e som às cenas prováveis de como chegaremos ao fim, mas nenhuma delas é tão assustadora como a que somos obrigados a ver quase que todos os dias.
Mesmo com tantas especulações o que não disseram ainda é que morreremos por nossos atos. O fim do mundo está próximo. Essa foi uma afirmação nostradâmica, mas bem realista.
O fim não virá por professias que andam em alta, como a maia que diz que neste ano, 2012, o mundo irá acabar. Podem ficar tranquilos que não será tão imediato, mas o grande vilão será o lixo.
Há que se ter mais responsabilidade com o lixo que produzimos. Saber e fazer também, porque o fato de ter conhecimento e não colocá-lo em prática de nada adianta, a separação correta do lixo, pode ser até mesmo a mais básica, discriminando e dando destino correto a materiais recicláveis e orgânicos.
Colocar lixo na rua como se os outros tivessem que recolhê-lo, é como todos os dias varrer a sujeira para debaixo do tapete e não querer que ele acumule.
Muito comum ver a população cobrando do poder público que recolha o lixo. Este é um problema de todos, não somente de quem presta um serviço.
Estima-se que cada pessoa produza um quilo de lixo por dia, vamos calcular isso em Primavera do Leste. Na cidade segundo dados do IBGE são 56 mil habitantes, por dia serão 56 mil quilos de lixo, quanto dá isso em um mês?
O problema do lixo não é somente de quem faz a coleta, mas de quem coloca ele lá. Somos pequenos, pensando que apenas retirá-lo de dentro de casa, tudo estará resolvido. Ele continuará sendo responsabilidade sua. É inconcebível
que em uma cidade bonita como Primavera, a Prefeitura precise colocar dois containers no final de uma Avenida movimentada, apenas para que o resíduo sólido não vá parar na calçada, causando ainda mais transtornos.
Se formos andar pelas ruas, encontraremos diversos flagrantes de descaso e desrespeito com o meio em que vivemos. Quem gosta de ter que conviver com o mau cheiro, animais que se proliferam com o lixo, doenças, além do aspecto nojento? Ninguém.
O final do mundo poderá ser com terremotos, tsunamis, degelo dos Polos, mas tudo isso desencadeado por nossa irresponsabilidade com o lixo.
Havia há pouco tempo uma propaganda muito oportuna em que uma mulher vivia perto de um rio e todos os dias colocava seu lixo dentro dele, não demorou muito para que a chuva causasse uma enchente e todo o lixo voltasse para a casa dela.
Moral da história: Seu lixo pode voltar a lhe incomodar um dia. Então melhor fazer a tarefa de casa e se responsabilizar com isso.
Imaginemos quanto poderia ser investido em educação ou saúde se não precisasse ser gasto com lixo. Cobrar que as autoridades façam algo é muito comum, mas está na hora do dedo que aponta ser usado em frente ao espelho. Está sobrando crítica e faltando cidadania.
Existe uma teoria que diz que os únicos seres que resistirão ao fim do mundo são as baratas, insetos que vivem onde? Se alimentam de quê?

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