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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2020, 20h:29

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Secretária de Educação esclarece dúvidas sobre matrículas

Demanda de 0 a 3 anos não será atendida totalmente


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Jaqueline Hatamoto

4 mil pais fizeram as inscrições dos filhos para o ensino infantil (6 meses a 5 anos) e ensino fundamental (1º ao 9º ano) da rede municipal. Com tantas inscrições, é claro que muitos não conseguiram vagas e isso têm sido motivo de muitos comentários nas redes sociais.

“Estou na fila de espera desde o ano passado para conseguir uma vaga para creche para colocar meu filho, até agora não consegui. Aí eu vejo mães que não trabalham que conseguem uma vaga na creche, eu que trabalho não consigo a vaga. Tem mãe que matriculou este ano e conseguiu a vaga, e eu nada! Será que vaga para creche também é por indicação de pessoas ou se eles vão com cara da pessoa? Trabalhar e pagar babá não dá”, desabafou Marcia Aparecida De Morais Souza, via Facebook. Rapidamente a mensagem de Márcia foi compartilhada e até o fechamento desta edição 75 pessoas comentaram na publicação, todas reclamando que não conseguiram a vaga.

Essa não foi a única mensagem compartilhada via Facebook, nas diversas mensagens pais reclamam de não terem recebido ainda o SMS de confirmação e também da falta de vagas.

Para esclarecer os fatos e falar sobre o assunto, a secretária de Educação Adriana Tomasoni concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira (30) e ressaltou que infelizmente o município não conseguirá atender toda a demanda para crianças de 0 a 3 anos e que essas devem ficar em uma fila de espera válida até o final deste ano. Já crianças de 04 e 05 anos essa serão atendidas em sua totalidade assim como o ensino fundamental. 

A secretária pediu calma aos pais, pois apenas a primeira etapa de SMS foi mandado e que até o início do ano letivo, todos serão realocados em escolas, sejam elas municipais ou estaduais.

Confira a entrevista.

Jornal O Diário: Qual é o critério para conseguir uma vaga?

Adriana Tomasoni: O critério é hora do acesso, se a pessoa acessou às 7h e outro às 7h01,  se tiver só uma vaga, quem acessou primeiro terá prioridade, esse é o critério.

JD: Muitas pessoas reclamam que mães que não trabalham ou que tem condições financeiras de pagar uma escola particular conseguiram vagas, enquanto quem trabalha e não tem condições ficou sem. Existe um critério social para conseguir vagas?

Adriana Tomasoni: Tem uma confissão muito grande da educação infantil, que antes era Assistência Social. Quando foi criada, foi como creche e era para que a mãe trabalhadora pudesse deixar seu filho para poder trabalhar. Isso era antes de migrar para educação. Quando migrou e deixou de ser creche, passou a ser educação infantil, a regra principal é que o direito é da criança e não é mais do pai.  Não podemos proibir ninguém de matricular o seu filho na rede pública e principalmente de ofertar uma vaga. Então as pessoas às vezes dizem ‘ah a mãe chegou com aquela caminhonete, não precisa’; não existe mais isso, por lei os pais podem ter o que tiver, é a criança que tem direito à vaga. Não há um critério social, esse critério social foi levado em consideração até 2013, depois tivemos que tirar o critério da seleção por orientação do Ministério Público, pois a educação não tem critério social.

JD: Vai ficar criança sem vaga?

Adriana Tomasoni: De quatro e cinco anos temos vagas para todos, porque é uma obrigatoriedade do município atender. 0 a 3 anos ainda não é obrigatória a frequência e ainda não temos vagas suficiente para demanda que temos. Então já posso adiantar que vai faltar vagas, ainda não sabemos a quantidade. Há nesta idade uma demanda significativa de fora e estamos trabalhando para isso, construindo novas unidades, como no Guterres/Tuiuiú e Buritis 4, e 2021 poderemos começar um ano mais tranquilo. Primavera tem uma das maiores taxas de atendimento da educação infantil, tanto quando iniciei, tínhamos 2.100 crianças atendidas e esse ano vamos atender 4.800. Para 2021 a perspectiva é atender mais de 5 mil. Não tem ninguém parado, estamos fazendo todos o possível, porém, temos em nossa contramão, um crescimento exorbitante, com 600 nascimentos em um quadrimestre. Então é um crescimento exorbitante para dar conta de tudo.

JD: E o ensino fundamental, como fica?

Adriana Tomasoni: Do 1º ao 9º - temos uma comissão conjunta em que discutimos um direcionamento. Organizamos a rede para atender todos. Mas teremos que dividir entre estado e município, pois não posso deixar uma rede do estado ociosa, sem aluno, tendo o risco de fechar e eu encher uma sala do município. Até porque há normativas a seguir. Por exemplo, na escola 13 Maio tenho 111 vagas para 1000 inscritos. Não vou conseguir acolher todos, mas vamos acolher na rede pública, tanto na municipal, quanto na estadual. As pessoas que estão vindo aqui, que não conseguiram a vaga, nós estamos redirecionando para a rede estadual. Não precisa entrar desespero, pois vai conseguir, às vezes não na escola que quer, mas vai conseguir”.

JD: Vai haver uma fila de espera? Quem não recebeu o SMS de confirmação ainda pode receber? Adianta ir na escola ou ir à Secretaria de Educação?

Adriana Tomasoni: De zero a três anos haverá fila de espera, que vai funcionar o ano todo. No momento em que surgir vagas, haverá o redirecionamento de acordo com o horário que foi feita a inscrição. Peço muita paciência nesta hora, estamos em um primeiro momento. Só mandamos os primeiro SMS. Por exemplo, tínhamos 30 vagas para uma determinada creche, tivemos 33 inscritos. Foram mandados 30 SMS. Essas pessoas ficam em uma fila por ordem de acesso, ai começa a segunda etapa, que é quando vemos onde sobrou vaga, aí esses pais também receberão o SMS.

É preciso esperar. Na escola só vai para fazer matrícula. A escola não tem acesso a fila de espera e não tem como dar vaga para ninguém. Se quiser vir aqui (Secretaria), orientaremos, mas ainda tem vários processos para acontecer, então precisa ter calma até semana que vem. Até começar as aulas vamos acomodar a todos. Sabendo que zero a três anos terá uma demanda que não será atendida neste primeiro momento”.

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