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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020, 06h:30

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Pix. O que é, como se cadastrar e quais as principais novidades do novo sistema?

Novo meio de transação do Banco Central já tem milhões de chaves inscritas, mas por quê?


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Da Redação

O Pix, novo sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC), começa a funcionar no dia 16 de novembro, mas o número de chaves já cadastradas impressiona. Em três dias após a liberação, que ocorreu no início da semana passada, já são 16,6 milhões de cadastros pelos canais digitais dos principais bancos e fintechs do Brasil. O que explica esse sucesso?

 

O Pix permitirá pagar boletos, contas de luz, impostos ou compras, sendo mais um meio de pagamento para os brasileiros e uma nova forma de transferir dinheiro, como são atualmente TED e DOC. Ele terá a grande vantagem das operações em qualquer hora do dia, sete dias por semana, e com a promessa de mais rapidez. Usando apenas o aplicativo da instituição financeira em que você tem conta, será possível realizar transações em menos de 10 segundos, garante o BC.

O novo sistema será oferecido às pessoas e às empresas pelos bancos, Cooperativas, meios de pagamentos, como PicPay e Mercado Pago, e as fintechs, como o Nubank, por exemplo. Assim como hoje estão liberadas as opções de TED e DOC, o Pix deverá aparecer para o usuário como uma forma de pagar uma conta, um boleto, serviço ou mesmo transferir dinheiro para alguém.

Na prática, ele será uma função que vai aparecer no aplicativo do banco ou instituição financeira em que você tem conta na hora de fechar uma transação. Com a conta cadastrada, bastará escolher o Pix como forma de realizar a operação desejada. Não há e nem haverá um aplicativo exclusivo para o Pix. Ele estará disponível no aplicativo dos bancos e nas demais instituições aptas a fazer cadastro.

 

COMO ADERIR AO PIX?

Para aderir, a primeira coisa a ser feita é criar a chave Pix, usando os canais de atendimento do banco ou instituição financeira em que você tem conta. Todas as instituições que possuem mais de 500 mil clientes são obrigadas a oferecer a nova forma de pagamentos. Ao todo, segundo o BC, mais de 600 instituições estão autorizadas a fazer o cadastro.

 

COMO SE CADASTRAR?

Para criar a chave Pix, basta usar uma das quatro formas de identificação disponíveis: CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou ainda a chave aleatória (endereço virtual de pagamento, o EVP). A última opção é a única forma de receber um Pix sem precisar informar seus dados pessoais. A chave aleatória funcionará como login e será um conjunto de números, letras e símbolos gerados de modo aleatório para identificar a conta de destino do dinheiro.

 

COMO CADASTRAR A CHAVE PIX?

O registro da chave deve ser feito em um dos canais de acesso (aplicativo ou site) da instituição onde o cliente tem conta. Para isso, é preciso confirmar a posse da chave e vincular à conta do Pix, ou seja, se identificar e comprovar que aquele e-mail, por exemplo, é de fato seu. Em cadastros com o telefone celular como chave, o usuário recebe um código por SMS.

 

QUAL O CUSTO DO PIX?

Para o uso mais corriqueiro, envolvendo as transferências entre pessoas físicas e os pagamentos de pessoas físicas para empresas, o Pix será totalmente gratuito. Para microempreendedores individuais (MEIs), compras e transferências também serão gratuitas, mas as vendas com finalidade comercial, por exemplo, poderão ser tarifadas.

 

CUIDADO PARA NÃO CAIR EM GOLPES

Junto com tanta agilidade e facilidade, um alerta: também vieram novos golpes que tentam roubar dados de consumidores. Como qualquer outro meio de pagamento, o Pix não está livre de tentativas de golpes que se aproveitam da inocência do usuário. Portanto, é essencial que você se informe e fique atento.

Há dois tipos principais de golpes: sites falsos que roubam dados pessoais e campanhas de disseminação de vírus para infectar o seu celular ou computador. Somente nas primeiras horas de segunda-feira (05.10), a empresa de cibersegurança Kaspersky identificou o registro de 30 sites fraudulentos.

A maioria das tentativas de fraude são ataques de “phishing”, ou em bom português, pescaria digital. Os golpistas usam técnicas de engenharia social, ou seja, manipulam psicologicamente você para que você forneça informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes são esse tipo de ataque, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O golpista pede o pré-cadastro no Pix e solicita informações como o número de celular e CPF, usadas como chaves de identificação no novo sistema de pagamentos.

Caso você forneça seus dados, será mais fácil para os fraudadores cometerem fraudes no futuro usando o Pix.

 

PARA SE PROTEGER!

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1- Esteja logado no app do banco

É muito importante que você saiba que o cadastro das chaves Pix só pode ser feito com você logado no aplicativo do banco, fintech ou carteira digital em que você tem conta. O Banco Central diz que o cadastro do número de telefone e e-mail depende de uma validação. Você receberá, por exemplo, um código via SMS ou e-mail que terá que ser digitado no aplicativo da instituição financeira, com você logado.

2- Nunca use link para se cadastrar

Ignore links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail. Vá até o site ou aplicativo e faça o processo manualmente. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos e mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.

3- Não repasse nenhum código

Também é essencial não repassar a outra pessoa nenhum código fornecido por SMS ou imagem de um QR Code enviado para autenticar alguma operação. Na dúvida, fale com seu banco.

4- Faça o cadastro no Pix

A partir do momento em que você faz o cadastro e se torna dono da chave, mesmo que o fraudador tenha os seus dados, como número de telefone ou CPF, ele será impedido, porque você já fez o cadastro na conta do banco. Uma possível portabilidade das chaves só pode ser feita com uma confirmação sua.

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