COMBATE A PANDEMIA /

Segunda-feira, 29 de Junho de 2020, 06h:30

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Especialista alerta que remédios para Covid-19 devem ser prescritos por um médico

Estes profissionais avaliam qual o melhor medicamento e em qual fase da doença deve ser utilizado.


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Jaqueline Hatamoto/com ASCOM Governo do Estado

Na semana passada diversos municípios do estado de Mato Grosso anunciaram mudanças no protocolo de atendimento de pacientes com suspeita ou diagnosticados com Covid-19. Outra medida adotada, está a distribuição de kits de medicamentos. Entre os municípios que já aderiram a medida estão Primavera do Leste, Poxoréu e Campo Verde.

 

O objetivo da distribuição dos medicamentos e do atendimento precoce é evitar que casos de Covid-19 se agravem, tratando sintomas leves ainda no início, evitando assim que pacientes fiquem em situação grave e necessitem de leitos de UTI.

Depois da prescrição médica os pacientes têm acesso a medicamentos como azitromicina, ivermectina, paracetamol, dipirona e cloroquina.

A montagem dos Kits, bem como os medicamentos que há em cada um foi amplamente divulgado, fato esse que levou muitas pessoas a farmácias em busca dos remédios, mesmo sem receita. Além do superfaturamento dos itens, a grande procura levou ao desabastecimento e esses medicamentos simplesmente sumiram das prateleiras.

Porém, especialistas alertam sobre os riscos da automedicação. “Existem várias medicações utilizadas na prática médica para combater o novo coronavírus. Algumas com base científica muito boa, outras com menos, mas cada médico tem autonomia para definir o tratamento adequado. É o especialista que vai avaliar qual a melhor indicação de medicação e em qual fase da doença deve ser utilizada”.

A afirmação é do infectologista Abdon Karhawi, membro do Gabinete de Situação do Governo de Mato Grosso, alertando sobre os riscos da automedicação. Segundo ele, não se pode confiar em medicamentos que não sejam prescritos por médicos ou profissionais habilitados para isso.

“Portanto, inutilizem as divulgações [de medicamentos para tratamento da pandemia] pelo Whatsapp ou por outras mídias sociais, como o Facebook e o Instagram”, completou.

 

AUTOMEDICAÇÃO

Abdon Karhawi alerta ainda que ninguém deve se automedicar, sob risco de sérios danos à própria saúde. “Dependam sempre da prescrição médica ou de um agente de saúde para prestar atendimento. A automedicação não apenas pode causar lesões ao próprio corpo de quem dela faz uso, como pode aumentar o risco de desabastecer as farmácias de medicamentos utilizados para tratamento de outras doenças”.

Sobre a pandemia do novo coronavírus, o infectologista reafirma que a doença continua se expandindo e, por isso, é preciso se cuidar, já que ainda não existem vacinas contra ela, “embora estejamos todos torcendo para que isso aconteça em um curto espaço de tempo”.

Para evitar que sejam contaminadas pelo novo coronavírus, ele orienta as pessoas a manter o distanciamento social. “Este é o meu recado. Previnam-se. Quem puder ficar em casa, fique. Se isole, porque, por enquanto, a melhor forma de prevenção é não manter contatos com outras pessoas”, conclui.

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