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Terça-feira, 24 de Novembro de 2020, 06h:30

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Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade!

Projetar a vida daqui a 10 anos pode ser assustador, mas ao mesmo tempo libertador por que a única certeza que temos é que, possivelmente ...


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Beatriz G. Rufato

TDAH é um distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Esses sinais devem se manifestar obrigatoriamente na infância, mas podem durar por toda a vida, se não forem devidamente reconhecidos e tratados. O distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência maior é entre os meninos.

 

A dificuldade em manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora que caracterizam essa síndrome pode prejudicar o aproveitamento escolar responsável por rótulos depreciativos que não correspondem ao potencial psicopedagógico dessas crianças. TDAH não é algo recente, ela já foi descrita em meados do século 19 e sua ocorrência é igual no mundo todo.

De acordo com o DSM.IV, a síndrome pode ser classificada em três tipos; 1 – TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; 2- TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e 3 – TDAH combinado. Em todas as faixas etárias, os portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver comorbidades, ou seja, desenvolver simultaneamente distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Na adolescência o risco maior está no uso abusivo de álcool e outras drogas.

Alguns estudos apontam como causa a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro. Outras pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre isso.

Para fechar o diagnóstico, que é sempre clinico, os sintomas devem se manifestar na infância, antes dos sete anos de idade, pelo menos em dois ambientes diferentes (casa, escola, lazer e trabalho), durante seis meses no mínimo. Devem também ser responsáveis por desajustes e alterações comportamentais que dificultam o relacionamento e o desempenho dos portadores nas mais diversas situações.

Na escola os sintomas já aparecem nos primeiros anos de escola, e o diagnóstico deve ser feito por especialistas com base nos critérios estabelecidos pelo DSM.IV avaliações precipitadas podem dar origem a falsos positivos que demandam a indicação desnecessária de medicamentos.

O tratamento varia de acordo com a existência ou não de comorbidade ou de outras doenças associadas. Basicamente, consiste em psicoterapia e na prescrição de medicamentos psicoestimulantes e de antidepressivos. Crianças podem exigir os cuidados de equipe multidisciplinar, em função dos desajustes pedagógicos e comportamentais associados ao TDAH.

Beatriz G. Rufato

Psicóloga

 

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