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ARTIGO /

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2020, 06h:30

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O que eu realmente quero dizer com o que eu disse?

“Nas entrelinhas é o que dizemos. Bom terapeuta é o que escuta o que omitimos.” Padre Fábio de Melo


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Luciene Afonso

Por muito tempo na minha vida eu convencia as pessoas ao meu redor com o meu discurso de que tudo estava indo muito bem na minha vida, em todas as áreas.

 

Em parte, era verdade, eu sempre busquei me superar diante de cada desafio que surgia e a resiliência que habita em meu ser sempre fez milagres em relação aos meus resultados.

Mas eu cometia intencionalmente um erro muito grave, para não ser vista como fraca ou vítima, não olhava para as minhas emoções com a amorosidade necessária e quase me perdi de mim mesma, declarando ser quem eu gostaria de ser, e o que é ainda pior, ser quem as pessoas queriam que eu fosse.

O que eu estou querendo dizer com isso? Talvez você esteja se perguntando.

Eu quero afirmar que, a maior aventura que uma pessoa pode experimentar é uma viagem para dentro de si mesma, para bem próximo de tudo o que a faz feliz na essência, respeitando seus limites emocionais já que, nas entrelinhas é muito cômodo fingir estar bem, mesmo não estando.

Avalie bem essa reflexão: se os nossos olhos não servirem para enxergar a nossa própria verdade não servirão para muita coisa. Se não têm empatia pelas suas próprias dores é a prova de o que tem mais importância ainda é enxergar os acontecimentos com os olhos externos, a partir de construções alheias às suas necessidades, e isso é um erro bastante comum, eu fui assim por muito tempo, até o momento que me conheci de verdade e aprendi a enxergar com os olhos da mente, os olhos internos que me permitiram entender que a vida tem uma lógica e que quando vivemos respeitando quem somos fazemos um bem enorme para nós e para o universo!

Não sei se já disse aqui mas acredito muito que quem é feliz e cuida da própria vida não quer guerra com ninguém, portanto, viver administrando conflitos externos como forma de se posicionar na vida só coloca sombras naquilo que você não dá atenção, que a própria vida emocional.

O meu convite é para que você hoje enxergue a própria verdade e faça valer à pena seu tempo por aqui.

Tudo isso que eu compartilhei diz respeito a nossa insistência em não fazer os questionamentos corretos como: o quê isso que eu enxergo como valioso ou valoroso vai ser daqui a uns 50 anos? A resposta talvez você até já saiba, que é dado muito valor ao que não tem. Escolhemos nos apegar demais sem nos atentar sobre a transitoriedade das coisas, e isso gera sofrimento desnecessário.

As roupas que vestimos não tem valor, tem preço. O carro que dirigimos não valerá muito em poucas décadas, as “coisas” se vão em algum momento, e nós que somos seres espirituais, vivendo uma experiência humana neste plano não nos atentamos a isso.  

Pense fora da caixa e procure compreender as palavras que você diz e as que ouve sabe porquê? O significado do discurso que proferimos vai muito além do que foi dito porque às vezes o que foi dito não tem nada a ver com a mensagem que precisa ser passada. Mentimos para nós mesmos, imagina para os outros...

Luciene Afonso

 

Master Coach, Palestrante, Jornalista  e

Analista Corporal e Comportamental

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