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Quarta-feira, 08 de Janeiro de 2020, 07h:00

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O que esperar do amor, tempo e da morte?

“Em si a vida é neutra. Nós a fazemos bela, nós a fazemos feia; a vida é a energia que trazemos a ela.” Osho


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Luciene Afonso

Existem fenômenos da nossa existência que não podemos fugir de experienciá-los durante toda a vida como: o amor, a nossa relação com o tempo e como viver a morte.

O amor está na essência da nossa criação e é uma ordenança de Deus, embora  algumas pessoas insistam que  ele não existe, conclusão muitas vezes tiradas de experiências traumáticas que são válidas mas tranquilamente questionáveis.

Há quem acredite ainda que o amor causa sofrimento por onde passa, será mesmo?

É importante perceber que, a forma como você enxerga amor é particular e não define sua abrangência, pois ele está em tudo, nos completa e nunca esvazia. Se é essa a sua impressão certamente não é o amor  que ocupa esse espaço de conflito.

Podemos então deixar que o tempo se encarregue de deixar as coisas no lugar, mas ele faz mesmo isso? Também é algo particular, porque conheço pessoas que escolheram viver por anos carregando fardos que não são seus e sequer gostariam que o tempo tivesse passado.

Na verdade ele é algo criado por nós na medida que entendemos que o tempo é curto para o casal de apaixonados que se encontram com hora marcada, que é longo se está passando por uma situação de angústia como às vésperas de uma prova de vestibular, que é curto demais diante da despedida de alguém que partiu sem poder dar adeus.

Embora o tempo seja o mesmo, nós damos a intensidade a ele de acordo ao que nos acontece. Ele ensina também, aos que gostam de aprender.

Então o que fazer diante da força e o poder do tempo? Eu penso que não há nada a ser feito senão vivê-lo antes que a morte se encarregue de dar um fim nele.

A morte no choca tanto que chegamos a odiá-la por nos tirar da presença de pessoas que amamos, mas será que é realmente dessa forma que deveríamos percebê-la? E se a escolha de cada um fosse viver todos os dias com tanta

intensidade que ao chegar a morte mesmo que seja “acidental” ela nos inspire a viver o quanto antes para que o amor não passe batido em nossas vidas e o tempo não seja nunca mais desperdiçado.

Viver a vida hoje como se fosse uma brincadeira bem gostosa, liberar o perdão a si mesmo pelos erros que cometeu  e aos que ainda cometerá; deixar de lado o que traz energia ruim e não perder tempo com tudo que nos tira o bem  precioso de viver o presente.

Eu ouvi por muito tempo a frase “quem viver verá!” ,  que me trazia a ideia de que estaria no futuro algo extraordinário que surpreenderia a todos,e minha proposta é que percebamos que, quem viver viveu. Quem ousou apostar todas as fichas  hoje sem a obrigação de ser intocável e não perdeu tempo racionalizando tudo, dando significados grandiosos a coisas sem

importância realmente conseguiu aproveitar todo o tempo presente, experimentou o amor na essência porque ele está em tudo e morrerá depois de ter vivido de verdade a própria vida.

 “Uma vez que você abandonou as expectativas, aprendeu a viver.” Osho 

 Isso é viver a beleza mesmo diante dos desafios, não um dia de cada vez mas o momento presente na  grande maioria do tempo para conseguir perceber a grandeza e a importância de um abraço, um sorriso; de ser um ombro amigo para chorar ou  ser o seu  melhor amigo quando precisar chorar, porque não?

O mundo precisa de amor e você é uma centelha divida desse amor grandioso.

Dedique-se a organizar a sua vida e analisar de que maneira você lida com esses assuntos, AMOR, TEMPO e MORTE, será  transformador para você e todos à sua volta.

“Uma vez que você abandonou as expectativas, aprendeu a viver.” Osho

 

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