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ARTIGO /

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020, 06h:30

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Fobia de Palhaços

O medo ou a ansiedade apresentados geram uma resposta desproporcionada ao perigo real que representa o desencadeante


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Beatriz G. Rufato

O medo de palhaço é chamado de coulrofobia e faz parte dos denominados transtornos de ansiedade. As causas da fobia de palhaços ou coulrofobia são multifatoriais. As fobias específicas podem se iniciar por fatores muito diferentes, mas geralmente se inicia pela vivência de experiências, normalmente traumáticas, que causaram um medo irracional perante os palhaços.

 

Estas experiências não devem ser necessariamente vivenciadas por si mesmo, podem ser observadas em outras pessoas. Por outro lado, estas crenças irracionais podem ter-se estabelecido através de informações erradas transmitidas por outras pessoas, sem a necessidade de que a pessoa tenha vivido ou observado algo relacionado.

Se a pessoa se expõe diretamente à situação temida, pode até sofrer um ataque de pânico. Os sintomas de coulrofobia ou medo de palhaço são os seguintes:

        Presença de um medo ou ansiedade intensa por um estímulo desencadeante específico.

        O objeto ou situação fóbica quase sempre provoca uma reação de medo ou ansiedade imediata.

        A pessoa se empenha em evitar ou se resistir ativamente ao objeto ou a situação.

        O medo ou a ansiedade apresentados geram uma resposta desproporcionada ao perigo real que representa o desencadeante.

        A presença do medo e a ansiedade são persistentes pois duram normalmente seis ou mais meses.

        Gera um mal-estar clinicamente significativo, bem como uma deterioração social, laboral e em outras áreas da vida da pessoa.

Para o tratamento da coulrofobia ou fobia de palhaços é recomendado utilizar a Terapia Cognitivo-Comportamental. Qualquer intervenção considerada eficaz no tratamento das fobias específicas deve incluir a técnica de exposição, devido ao que permite uma habituação ao estímulo fóbico. Para a sua execução, a pessoa que padece da fobia a palhaços estabelece um conjunto de hierarquias situacionais junto ao terapeuta, as quais deve enfrentar de forma escalonada de menor a maior intensidade. A exposição pode se realizar “in vivo” ou “em imaginação”, isto é, pode se realizar a exposição na realidade ou imaginando.

Pela elevada ansiedade experimentada também é recomendado que se realize técnicas de relaxamento entre a apresentação de uma hierarquia e a seguinte ou na mesma.

Por outro lado, devemos ter em conta que os pensamentos desempenham um papel fundamental nos transtornos fóbicos, uma vez que se estabelece um conjunto de pensamentos irracionais em torno do estímulo fóbico. Por isso, é recomendado usar a restruturação cognitiva com o objetivo de reestruturar estes pensamentos negativos associados à situação ou objeto fóbico a outros mais adaptados à realidade e saudáveis.

Beatriz Rufato

 

Psicóloga

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