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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019, 09h:36

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Fé na Luta

Nos ajudem a construir a sociedade que sonhamos...com coragem e humanidade!!!


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Janaina Rodrigues Pitas

Minha justificativa para a importância do movimento paredista dos profissionais da educação de Mato Grosso inicia-se com Paulo Freire, o qual propõe a necessidade de E-S-P-E-R-A-N-Ç-A-R:

“É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.”

Nesse sentido, esperançar no nosso movimento paredista foi dizer a toda sociedade que precisamos nos levantar, lutar, agir coletivamente no intuito de tentar garantir os nossos direitos (algo que foi incompreendido por muitos...).

Quando penso nas razões que me motivaram adentrar na greve de 75 dias no Mato Grosso busco nas minhas memórias (leituras, experiências...) de professora-formadora de História refazer alguns percursos e questionamentos:

Primeiro como professora de história, conhecendo historiograficamente os movimentos de luta de classes (movimentos sociais), revoluções, pensei a partir da minha formação profissional... Posso ficar indiferente a luta da minha categoria/classe trabalhadora?

Segundo, após uma trajetória de 12 anos de profissão (professora de História) no estado de Mato Grosso, perpassei por 4 períodos de greve (2008, 2013, 2016, 2019) e refleti... Quais foram os ganhos? Conseguimos direitos ou a manutenção deles? Teríamos conseguido de outra forma que não fosse através da greve (seja sincero, sem ingenuidade)?

Terceiro, atuo profissionalmente no Centro de Formação continuada há 10 anos e nos últimos 5 anos tenho acompanhado mais de perto escolas do campo e por inúmeras vezes sou inquirida:

A formação continuada dos profissionais da educação de Mato Grosso e o desenvolvimento no processo de aprendizagem dos alunos e professores fica comprometido diante da falta de infra-estrutura nas escolas (espaços adequados, recursos básicos, etc.)? Consideramos as questões sociais?

Quais as implicações da falta de investimento na qualificação dos educadores/professores?

Em respeito a tudo que vi, ouvi, vivi e sinto, fui honesta e coerente as minhas convicções. Assim, como professora-formadora de história participei do movimento paredista, por visualizar quantas vitórias tivemos ao longo das últimas décadas por meio da greve (último recurso para negociação com o governo), por entender que na formação continuada não requeremos apenas competência técnica, precisamos estar articulados ao comprometimento político e isso implica mais do que fala, precisamos nos posicionar...ir pra prática. Como já afirmava Saviani (nossa referência da teoria Histórico-crítica), precisamos aliar competência ao comprometimento político para não cairmos na contradição entre teoria e prática.

Em relação aos que não compreenderam a necessidade do movimento paredista penso que precisamos começar do zero, dialogando sobre consciência de classe, direito de greve (legislação), trajetória histórica da educação em Mato Grosso, conhecer os projetos políticos dos nossos deputados e vereadores (estão nos representando devidamente?), etc.

Diante de tudo isso sonho com escolas de qualidade (que sejam cartões postais de nossa cidade), sonho em ver nossos professores/educadores respeitados e bem valorizados (pela sociedade e pelo governo).

Ponderamos ainda o quanto foi dolorosa a nossa luta neste movimento grevista, desse lado da trincheira tivemos muitas baixas, muitos feridos (de alguma forma penso que todos saímos feridos, por diferentes razões, tentaram criminalizar nossa luta), mas sobretudo demos a nossa melhor aula (de coragem, criticidade, solidariedade e humanidade):

-Aquela aula que na prática demonstrou a nossa indignação diante das injustiças que nos afligem no campo educacional/social/político;

-Aquela aula que ensina a importância de ajudarmos aqueles que precisam;

-Aquela aula que nos lembrou que somos todos pela educação (independente do lado da trincheira que eu ou você se manteve). Afinal, não sonhamos com um mundo melhor? E, alguém acredita que essa transformação se dará fora da educação?

A greve encerrou e hoje retornamos para nossas escolas, mas a luta pela educação de qualidade continua/continuará. Por isso convido nossos colegas da categoria e toda sociedade matogrossense a esperançar junto com a gente.

Nos ajudem a construir a sociedade que sonhamos...com coragem e humanidade!!!

Essa será a nossa melhor lição!

 

Janaina Rodrigues Pitas

Professora de História -

Cefapro de Primavera do Leste

Mestre em História – Universidade

Estadual de Londrina

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