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Sexta-feira, 04 de Setembro de 2020, 06h:30

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Covid-19: uma escola para todos

Se houve perdas em alguns setores, pode-se afirmar que alguns ganhos em outros, e que somente o tempo poderá precisar o montante perdido nessa crise pós-pandemia


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

Iniciada no mês de março deste ano e intensificada nos meses seguintes, a COVID-19 foi uma prova de fogo para todos (aqui e fora do Brasil).

 

A pandemia nos ensinou e continua dando lição em muita gente; ela modificou hábitos e costumes, alterou a rotina na nossa vida, isolou e nos distanciou de tudo. Com ela aprendemos um pouco (ou muito) sobre quase tudo. Principalmente a valorizar algo simples; um direito constitucional que é de ir e vir (artigo 5º Inciso XV), já que o toque de recolher inviabilizou a prática da locomoção das pessoas em determinado horário.

Entendemos que uma máscara de tecido comum e uma porção de álcool em gel podem salvar vidas. Compreendemos e começamos a fazer uso de uma infinidade de novas palavras, as quais passaram a fazer parte do nosso vocabulário, tais como: distanciamento social (ou isolamento), lockdown, sars, protocolos, coronavírus, respiradores artificiais, medidas de controle, vacinas, home office, entre tantas outras. Tabelas, curvas e gráficos serviram para ilustrar o avanço da doença nos principais jornais, e tais recursos se tornaram frequentes nas mídias em todo planeta.

No entanto, um dos maiores obstáculos está relacionado à falta de contato direto entre as pessoas como acontecia antes da Pandemia do Covid-19 que culminou com o isolamento social e impactou diretamente a vida das pessoas, atingindo a educação nos três níveis (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), em razão da necessidade em evitar o contato direto conforme ampla divulgação do MEC (Ministério da Educação e Cultura), fato esse que exigiu desses profissionais reinventarem métodos para se adaptar a essa nova realidade, que afetou a sua forma de atuar, com a elaboração de aulas online, cujas mudanças atingiram diretamente alunos e professores, e indiretamente a família e a sociedade em geral em razão da insegurança que a doença causou e vem causando a todos pelo fato de ainda serem completamente desconhecidos os seus efeitos no Brasil e na grande parte do mundo.

Essas mudanças afetaram também (de forma intensa) a vida financeira de muitas pessoas, uma vez que o isolamento social, usada como medidas de proteção e prevenção da doença exigiu-se uma série de protocolos que passaram a fazer parte do cotidiano de todos nós.

A impossibilidade de tais práticas contribuiu ainda mais para piorar as questões sociais, uma vez que o brasileiro possui uma característica muito peculiar relacionada à afetividade, que é costume o contato direto através de apertos de mãos, beijos e abraços de forma espontânea, uma vez que, por medida de segurança as pessoas passaram a respeitar as regras que disciplinou o uso de locais de uso comum e coletivo (públicos ou privados). 

No âmbito cultural, verificou-se uma completa anulação, com o fechamento temporário de teatros, cinemas, parques e similares.   

Não há dúvidas que neste tempo de pandemia todos nós aprendemos, embora alguns erros tenham sido cometidos, o saldo é credor para a aprendizagem. Se houve perdas em alguns setores, pode-se afirmar que alguns ganhos em outros, e que somente o tempo poderá precisar o montante perdido nessa crise pós-pandemia.

Na área de saúde a valorização desse profissional tomou novos rumos. Homenagens são constantes pela forma com a qual vem desempenhando com maestria a função. E o respeito passou a ser notório em todas as esferas da saúde, considerando a flexibilidade do atendente ao exercer as atividades pertinentes à saúde, pois, nos momentos de pico do contágio da pandemia não vacilaram. Tornaram-se heróis e salvaram vidas. 

No entanto, talvez a maior lição que a Pandemia pode deixar é a valorização da vida e o respeito ao próximo. Atitudes essas facilmente notáveis nesse momento de crise.  

Ernesto de Sousa Ferraz Neto

 

Professor na rede pública de ensino

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