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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2020, 06h:30

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A linguagem dos internautas

O uso dessa nova forma de comunicação não contribui para a educação, pelo contrário, pode significar um retrocesso no processo aprendizagem do aluno, segundo especialistas


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

A maioria dos internautas cria suas próprias regras gramaticais para se comunicar através das redes sociais. Ao fazer uso da mídia, eles abreviam palavras, reduzem termos, enfim, criam uma nova forma de comunicação.

 

De acordo com RODRIGUES-JÚNIOR et al (2009) a situação parece estar sob controle, uma vez que o mesmo afirma: “Não nos parece que os internautas estejam ‘escrevendo errado’, mas, sim, estabelecendo um processo no qual a notação da mensagem chega a tal ponto de refinamento que é expressa com o menor número de caracteres possíveis”. (RODRIGUES-JÚNIOR, 2009, p. 40).

Muitos jovens escrevem seus textos de forma errônea e são conscientes de seus erros, em geral, cometem erros de grafia ou ortografia. E assim, criam uma nova forma para se relacionarem, mesclando elementos característicos da fala com os da escrita, usando muita criatividade para fazê-lo, e suprimindo vogais e até mesmo consoantes de algumas palavras.

Se os chats aproximam as pessoas que se encontram distantes, o uso exagerado desses subterfúgios (a supressão de vogais e outros) deve ser moderado e ficar claro que ambos pertencem especificamente a este gênero de escrita, não podendo, quando possível, ser utilizado no cotidiano e tão pouco dentro da sala de aula.

Neste sentido, RODRIGUES-JÚNIOR et al (2009), assim ratifica com o seu entendimento afirmando que: “Esta nova modalidade de comunicação ou suporte de gênero de textos variados – a internet – é um fenômeno da sociedade da formação num contexto complexo de múltiplas interferências e causalidades (RODRIGUES-JÚNIOR, 2009, p. 276).

Percebe-se que não existe, até este momento, uma norma ortográfica digital que deve ser seguida, quando se trata da comunicação utilizada pela maioria dos internautas.

Muitas palavras podem ser representadas de várias maneiras de acordo com a intensão do (a) usuário (a). Dentre tais alterações, verifica-se a supressão das principais vogais de algumas palavras (mesmo, para muitos é escrita msm), e essas alterações vão ocorrendo de acordo com cada necessidade no momento de se comunicar.

O uso dessa nova forma de comunicação não contribui para a educação, pelo contrário, pode significar um retrocesso no processo aprendizagem do aluno, segundo especialistas.

É preciso ter cuidado na escrita. Lembrando que redações e produções textuais cobrados em diversos concursos querer o uso de uma linguagem formal, e não a coloquial que é usada em conversas com amigos, com a família, e até mesmo através de bilhetes ou outro tipo de correspondências pessoais. As mensagens na internet são espontâneas e sem nenhum grau de elaboração, daí a permissão para o seu uso.

Ernesto de Sousa Ferraz Neto

 

Professor na rede pública de ensino

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