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Violenta

PM de São Paulo responde por uma em cada 3 mortes de crianças e jovens

Dados foram divulgados em relatório conjunto do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Fundo das Nações Unidas para a Infância

 

Metrópoles 
 

São Paulo – Uma de cada três mortes de crianças e adolescentes, registradas no estado de São Paulo, no ano passado, foi provocada por policiais. Uma das vítimas da corporação, como revelado pelo Metrópoles, foi Ryan Silva de Andrade, de 4 anos, morto com um tiro de espingarda calibre 12, em novembro de 2023 no litoral paulista.

 

Os dados sobre a letalidade policial constam em um relatório conjunto do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre câmeras corporais da Polícia Militar e mudanças na política de impacto de mortes de adolescentes.

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O levantamento tornado público nesta quinta-feira (3/4) mostra que, no ano passado, 77 crianças e jovens — com idades entre 10 e 19 anos — foram mortos em intervenções policiais. Isso representa mais que o dobro de 2022, com 35 casos.

 
8 imagens
PM morre em acidente de moto na zona sul de SP
Viatura da Rota da PM de São Paulo

A letalidade da PM, de forma geral, explodiu em São Paulo, com aumento de 153,5%, principalmente após o início da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e que nomeou como titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP) o capitão da reserva Guilherme Derrite. Membros da corporação mataram 649 vezes, em serviço, no ano passado, 353, em 2023 e, no ano anterior, 256.

 

Queda de fiscalizações

Enquanto a letalidade da tropa aumentou, mesmo com o uso de câmeras corporais, dados oficiais mostram que caíram ações de controle e de fiscalização de condutas criminosas e infracionais dos policiais.

Além disso, desde junho de 2024, a Corregedoria da PM perdeu a autonomia para agir diretamente em casos. Qualquer medida punitiva precisa, desde então, passar pelas mãos do subcomandante-geral da PM, o coronel José Augusto Coutinho. Isso aumenta a burocracia e retarda a investigação de crimes atribuídos a policiais militares.

 

“Os dados refletem uma desidratação dos mecanismos de controle do uso da força, implementados em anos anteriores a 2020 pela PM, com iniciativas inovadores que frearam o uso ilegítimo da força e proporcionaram um maior controle do uso da força da tropa”, afirmou ao Metrópoles o pesquisador sênior do FBSP Leonardo Carvalho.

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