O pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii) é uma das principais pragas que afetam a cultura do algodão, ocorrendo principalmente no início do cultivo. De acordo com o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no Blog Aegro, uma única fêmea pode gerar até 100 ninfas em um período de 10 dias.
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Os insetos apresentam coloração variável, indo do amarelo-claro ao verde-escuro. Normalmente, são encontrados na face inferior das folhas e nos brotos novos das plantas, onde se alimentam da seiva. A infestação provoca deformação nas folhas e brotos, além da presença de mela nas folhas inferiores, resultante da sucção contínua da seiva.
A secreção açucarada conhecida como mela favorece o desenvolvimento da fumagina, que reduz a qualidade da fibra e dificulta o beneficiamento. “Além desses sintomas, pode ocorrer a transmissão de viroses como o vermelhão e o mosaico das nervuras”, explica Barros.
O desenvolvimento do pulgão é favorecido por clima quente, nublado e relativamente úmido, além da ausência de inimigos naturais. Para evitar danos à cultura, o controle deve ser realizado quando a população atinge um nível superior a um inseto por centímetro quadrado de folha, considerando a quarta folha, de cima para baixo.
“O controle deve ser feito até os 60 dias iniciais da planta, mas também é necessário no final do ciclo para evitar que a fumagina comprometa a qualidade da fibra”, alerta Barros. A eliminação da praga pode ser feita por meio da aplicação de inseticidas sistêmicos ou pelo tratamento das sementes antes do plantio.