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Terça-feira, 12 de Maio de 2020, 15h:32

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Covid-19: mulher morre depois de levar cusparada em estação de trem

Foto: Pixabay Sindicato pediu que as famílias de todos os trabalhadores mortos pela Covid-19 recebessem uma indenização do governo Uma funcionária...


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Foto: Pixabay
Sindicato pediu que as famílias de todos os trabalhadores mortos pela Covid-19 recebessem uma indenização do governo

Uma funcionária de uma estação de trem do Reino Unido morreu de Covid-19 depois que uma pessoa a agrediu cuspindo e tossindo em seu rosto. O agressor, que não foi identificado, teria dito às vítimas que tinha o vírus. As informações foram publicadas pela agência de notícias AFP.

A agressão ocorreu no dia 22 de março na estação Victoria, de Londres, informou o sindicato dos transportes TSSA. A vítima é Belly Mujinga, 47. "Eles estavam no saguão perto da bilheteria quando foram atacados por uma pessoa que cuspiu neles", explicou o sindicato em comunicado. "O homem tossiu neles e disse que estava com o vírus", complementou.

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Dias depois, o médico de Mujinga relatou seus problemas respiratórios. Ela parou de trabalhar, mas sua condição continuou a piorar e no dia 2 de abril foi hospitalizada. Mujinga era casada e tinha uma filha de 11 anos. Ela morreu três dias após a hospitalização.

A BTP (Polícia Britânica dos Transportes) está investigando o incidente, informou o sindicato. Mujinga é "uma entre os muitos funcionários da linha de frente que perderam a vida devido ao coronavírus", disse o secretário-geral do TSSA, Manuel Cortés.

O marido, Lusamba, 60 anos, e a filha Ingrid, 11 anos, nunca se despediram. Ingrid recebeu uma última videochamada de sua mãe em sua cama no Barnet Hospital antes de ficar doente demais para conversar.

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O porta-voz de Boris Johnson disse: "É um caso trágico e assustador, reforçamos especificamente as regras e o CPS publicou sua própria orientação para garantir que as pessoas estejam protegidas contra esse tipo de comportamento.

O marido, Lusamba, disse que Belly havia pedido um emprego no escritório quando a ameaça do Covid-19 se tornou aparente no início de março.

Mas, ele alega que o empregador, Thameslink, que administra serviços na capital, insistiu que ela continuasse lidando com os clientes pessoalmente, antes que as regras de distanciamento social fossem instaladas.

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