MEDIDAS DE FLEXIBILIZAÇÃO /

Quarta-feira, 17 de Junho de 2020, 06h:30

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Empresários protestam contra decreto e prefeito diz que pode flexibilizar medidas

Com uma faixa de “Ou lockdown ou abertura total”, empresários foram para frente da prefeitura


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Da Redação

Empresários de diversos setores que tiveram que paralisar suas atividades, devido ao novo decreto da administração municipal em relação à prevenção do Coronavírus, realizaram no início desta semana protestos em frente à prefeitura cobrando flexibilização de medidas por parte do poder público.

Na segunda-feira (15), logo pela manhã, os trabalhadores e empresários do ramo de academias, estúdios de yoga e pilates, se reuniram em frente ao Paço Municipal Onésimo Prati com uma faixa que trazia a seguinte frase:  “Ou lockdown ou abertura total”, cada um deles também carregava um número, que representava o total de dependentes financeiros de cada estabelecimento comercial.

A empresária Silmara Lopes comentou que o objetivo da manifestação foi chamar a atenção do poder público quanto as medidas restritivas adotadas. “O que pedimos para as autoridades é que ou deixe todos trabalharem ou feche tudo, por que até agora as academias foram fechadas, mas os números de Covid-19 não diminuíram. A maioria dos trabalhadores que vocês estão vendo aqui trabalham por hora, então se não estiverem trabalhando não recebem nada e tem muitos já em situação desesperadora”, frisou.

Outros empresários do setor de beleza e estética expuseram a mesma indignação. A empresária Kelly Andrade também questionou as medidas adotadas e questionou se existia algum estudo que comprovava que as atividades paralisadas são as que mais transmitem o Coronavírus? “Eu acredito que não, pois vemos as lotéricas, bancos e supermercados lotados e não paralisaram.  O que nós estamos cobrando é somente o direito de trabalhar, já estávamos seguindo todos os protocolos necessários para evitar o contágio, mesmo assim tivemos que fechar  novamente, é complicado entender”.

Os donos de bares e restaurantes que também estiveram no local, cobraram respostas da administração e do Comitê de Enfrentamento.

O prefeito que não estava na prefeitura no momento da manifestação, conversou com representantes da Associação dos Feirantes de Rua, que também tiveram que paralisar suas atividades e na terça-feira (16), fez reuniões com representantes de diversos setores, entre eles: academias, salões, restaurantes, bares e igrejas evangélicas. 

O prefeito Fábio disse em entrevista que se preocupa com a economia local, porém, também se preocupa com a saúde da população. “Apesar de estar preocupado com a situação da economia do município, a minha prioridade é com a vida das pessoas. Eu recebi algumas pessoas aqui representando alguns seguimentos da sociedade, vamos receber outros para chegar a um consenso”, explicou.

O prefeito ainda ressaltou que a situação atual do estado e a falta de vagas em UTI, levaram o poder público a tomar decisões mais restritivas, porém, ele não descarta a possibilidade de flexibilizar as medidas adotadas e permitir a abertura de alguns seguimentos. “O cenário atual é o seguinte: Desde a semana passada nós tínhamos a intenção de reabrir os comércios que estavam fechados, apesar de os números de casos estarem subindo, temos a situação bem equalizada na cidade. O problema é que existe uma falta de retaguarda, nós recebemos uma carta sobre o fim das vagas nas UTI’s e não tivemos outra opção a não ser manter o decreto. Para esta semana a esperança é a mesma, senão acontecer nada de extraordinário, vamos nos reunir na quinta-feira (18) e na sexta-feira (19), vamos dar validade ao novo decreto que deve flexibilizar as atividades. Mas temos que ter consciência de que as coisas mudam rapidamente nesta fase de pandemia, então temos a intenção de liberar, mas existe a preocupação”, finalizou o prefeito. 

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