UFMT contra Aedes aegypti /

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016, 17h:24

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Contra mosquito, UFMT avalia fim de copo descartável e ações de combate

Instituição deve criar comitê para combater focos do mosquito em Cuiabá. Pesquisa achou mais de 13 mil ovos de 2 espécies de mosquito no campus.


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G1 - Mato Grosso - de 29/01/2016

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A situação foi discutida durante uma reunião na manhã desta sexta-feira (29) entre professores e a reitora da UFMT, professora Maria Lúcia Cavalli Neder.

Atendendo a orientações do Ministério da Saúde sobre casos de dengue, zika e chikungunya, os docentes decidiram que vão criar um comitê para combater possíveis criadouros do mosquito na instituição e tentar ampliar o grupo que é responsável pelo projeto.

A UFMT também pretende promover palestras, fazer distribuição de textos explicativos (tanto para os universitários quanto para professores) e orientar os demais servidores do local.

O grupo discutiu até a possibilidade de suspender o uso do copo descartável no Restaurante Universitário (RU) e em cantinas, além de tentar conscientizar as pessoas que deixam vasilhas com água para gatos que vivem na universidade. Os copos descartáveis seriam substituídos por canecas que seriam disponibilizadas como utensílio do restaurante.

Os funcionários responsáveis pela limpeza do campus, que são de uma empresa terceirizada, também poderão passar por uma capacitação sobre o assunto.

“Temos uma equipe permanente que coordena esse estudo [sobre o mosquito] durante todo o ano, não é só agora nesse momento de mobilização, mas acho que nós devemos aproveitar que existe uma preocupação social com essa questão para pensarmos em ações efetivas na universidade no combate ao mosquito. Podemos atuar em projetos de extensão, palestras, seminários, também envolvendo a sociedade civil”, estimou a reitora.

O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Rosina Djunko Miyazaki, instalou no campus da UFMT aproximadamente 10 armadilhas chamadas 'ovitrampas', que simulam um ambiente perfeito para a procriação do mosquito.

São vasos de planta onde os pesquisadores colocam água e uma palheta de madeira com infusão à base de feno para atrair o mosquito fêmea. “Retiramos essa palheta e montamos uma câmara úmida. Depois de três dias fazemos a contagem e os ovos são eclodidos. Colocamos em um ambiente e temperatura adequado: a biologia segue o ciclo de vida, passando pelas fases larvais até o mosquito adulto”, explicou Djunko.

As armadilhas foram colocadas perto do zoológico, nos blocos de engenharia, ginásio de esporte, centro cultural, Instituto de Linguagem. Grande parte dos ovos estava em locais próximos ao RU da universidade. A água das 'ovitrampas' é trocada diariamente.

“O que encontramos são muitos copos descartáveis, tampas de refrigerante e outros. Acho que deveríamos dar maior atenção nesses ambientes. Também encontramos [focos do mosquito] nos ralos e calhas, além de lugares inesperados”, lembrou a coordenadora

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Com possíveis pessoas

a construir nossa vida.

Relembrando eu

do futuro que nos acerca,

do passado que nos assombra.

Essas possíveis pessoas

que podem entrar em extinção,

com mais mosquitinhos

atemorizando, ignorando

a mais nova remessa,

que podem sair transformados.

 

Quanto menor o animal,

maior a extinção.

 

Murilo Conti Vieira

 

29/01/2016

 

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