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Terça-feira, 29 de Março de 2016, 09h:49

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Barracões de agrotóxico devem sair da zona urbana de Campo Verde em dois anos

Tirar o risco da cidade.


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Clique F5 - 29/03/2016

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O que era regra há quatro anos atrás, mudou bastante. Quando foi implantado o Plano Diretor do município de Campo Verde havia uma regra de que os barracões que continham agrotóxicos, não poderiam mais estar instalados na zona urbana do município. Um Prazo foi estipulado e na época até se falou sobre um barracão coletivo, no sistema de parceria, para que ninguém tivesse tanto prejuízo na hora de retirar suas instalações da cidade. Mas quando chegou próximo à data limite, a Câmara de Vereadores de Campo Verde realizou uma emenda que permitiu que esses barracões permanecessem na cidade desde que resguardado alguns itens de segurança.

 A emenda foi questionada pelo Promotor de Campo Verde Dr. Marcelo Alves Corrêa, que impugnou a emenda, alegando que a população não havia sido consultada.  Após isso foi realizada a audiência pública e posteriormente promulgada a emenda, que permitia que estes barracões ainda ficassem na cidade. Mesmo com a emenda aprovada o Promotor entendeu que a audiência pública não havia sido propagada em tempo hábil, para que a população pudesse realmente participar.  A partir deste momento o Dr.Marcelo passou a entrar com ações individuais contra essas empresas. Ele explicou que “agora após as audiências iniciais, eles sinalizaram um acordo, se sensibilizaram com a situação.  Já que querem que seja suspensa as ações individuais, pois, posteriormente as consequências poderiam ser piores.”  O acordo prevê que estes dez proprietários dos barracões que estão atualmente dentro da cidade, removam estes produtos em um prazo de dois anos.

O Promotor frisou que “embora alguns desses barracões sejam totalmente adaptados, que as questões de segurança estejam sendo atendidas, não exime o risco de uma contaminação. O que nós queremos é tirar esse risco da cidade , não quer dizer que eles poluem, não é isso, é que o produto tem esse alto gral de toxidade e ele que pode trazer riscos em caso de uma contenção.”  

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Crianças morrendo,

mortas pelo destino.

Crianças sem vida,

encobertas pela impunidade.

Uma vida sem conforto.

Uma morte sem piedade.

Torturado sobre uma cama.

Asfixiado sem um nome.

 

Murilo Conti Vieira

 

29/03/2016

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