VELHA JOANA /

Terça-feira, 14 de Novembro de 2017, 07h:00

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Proposição artística: Intervenção Urbana Somos Parte da Paisagem

Lambe-lambes que registram fragmentos de vidas ânominas em cidades em pleno desenvolvimento urbano.


Imagem de Capa
Wuldson Marcelo

Lambe-lambes que registram fragmentos de vidas ânominas em cidades em pleno desenvolvimento urbano. Um primeiro beijo versus a estrutura metálica que ergue mais um centro comercial. Um relato de assédio diante da velocidade em que uma avenida vai se transformando em templo de negócios e consumo. Acontecimentos que marcam existências, mas que o concreto encobre com o frenético ato de compra e venda. 

O projeto artístico “Somos Parte da Paisagem” tira da invisibilidade as histórias que, de outro modo, poderiam permanecer no limbo dos contatos entre funcionários-clientes e reféns da nossa indiferença hodierna. Idealizado pela artista gráfica e produtora cultural catarinense Camila Petersen, “Somos Parte da Paisagem” intervém no cenário urbanístico pelo street art, lançando como recurso o lambe-lambe para chamar a atenção para as preciosidades biográficas que os nossos olhos e ouvidos desatentos deixam passar. A cidade pulsa, ela respira vida, e precisa ser sentida, para ser construída e reconstruída para as pessoas.

A oficina “Somos parte da paisagem: intervenção urbana, cidade e memória”, ministrada por Camila, para jovens e adolescentes com idade a partir de 14 anos, durante a programação da 11ª edição do Festival de Teatro Velha Joana, em Primavera do Leste, consistiu em revelar a importância de se perceber o centro (as cidades) como lugar de convivência, em coletar, na Av. Porto Alegre, as histórias de vidas que seriam compartilhadas com o aglomerado humano que cruza a extensa alameda diariamente  (um belo exercício de escuta) e em executar a intervenção distribuindo os lambe-lambes em pontos significativos – locais em que ocorreram os fatos narrados. 

A intervenção, no momento da realização, vai constituindo, costurando relações. A dos participantes entre si e com a cidade. Dos pedestres com os participantes e a cidade, com histórias que desconhecem e histórias que reconhecem. Afetos mil são despertados/provocados, que podem ser traduzidos por um sorriso ou por um gesto de arrancar a folha colada em frente à loja, no chão. É um processo que dialoga com a cidade intensivamente, mesmo que seja efêmero, já que o lambe-lambe está sujeito a intempéries e ao ânimo das pessoas.

Zygmunt Bauman abordou a nossa relação com o espaço público e como o centro urbano passou a ser lugar de transição, de trabalho e o contato humano forjado por máscaras sociais que não criam vínculos e nem partilham vivências. As comunidades se tornaram “estéticas”, com as pessoas residindo no entorno da cidade,  dividindo uma falsa sensação de harmonia e segurança. Neste cenário, lambe-lambes fixam pontos como totem de resistência, a registrar memórias, avivar encontros já esquecidos e abrir um horizonte para o futuro. É preciso reconquistar os espaços abandonados devido à apatia gerada pelo consumismo, ao individualismo e a políticas que cada vez mais interditam o lazer, o livre circular e as relações públicas.

Somos parte da paisagem. Parte um dos outros. A cidade é nossa.

 

#somospartedapaisagem.

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O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!