NA ROTA DO DESENVOLVIMENTO /

Sexta-feira, 28 de Julho de 2017, 07h:00

A | A | A

Primavera do Leste pode se tornar a capital do futuro sustentável

Para isso está programada uma visita do coordenador Fernando a Primavera do Leste no início de agosto.


Imagem de Capa
Da Redação

Dentre os 5.570 municípios brasileiros, Primavera do Leste é a aposta da Organização não Governamental (ONG) Fórum do Futuro. Este é um organismo que tem como objetivo a reflexão sobre temas estruturantes de debate brasileiro, que tem como foco principal o valor do alimento voltado a entrega de soluções situadas na visão estratégica do Brasil. Tudo isso deve ser desenvolvido na cidade de Primavera, por meio da ciência, tecnologia e inovação. Com isso Primavera do Leste poderá ser o polo de referência global de produtos sustentáveis, saudáveis, inclusivos e resistentes ao processo climático.

Conforme o coordenador do Fórum, Fernando Barros, “o Fórum será sediado em Primavera do Leste, pelas parcerias e pela visão institucional, por organismos de reflexão, e pela receptividade inicial feita pelo Fórum do Futuro, através de seu presidente Alysson Paolinelli”. A intenção é fazer da cidade, em cinco anos, o 1º polo de inovação das cadeias de valor do alimento no Brasil, em referência planetária do alimento saudável.

Para isso está programada uma visita do coordenador Fernando a Primavera do Leste no início de agosto. Além de passar por órgãos e entidades da cidade, como Unic, IFMT, IMA, Unicoton, Câmara Municipal, Associação Comercial, CDL e Granja Mantiqueira, Barros realizará uma reunião no Sindicato Rural para a apresentação do projeto à comunidade, intitulado como: “Primavera Capital do Futuro Sustentável”.

“Temos alguns pré-requisitos conceituais. Um deles é a visão de desenvolvimento apoiado na plataforma do conhecimento, ou seja, pretendemos construir solução de desenvolvimento sustentável, mas com base no debate acadêmico”, declara Barros.

Já o presidente do Fórum, Alysson Paolinelli defende a construção de um sistema de pesquisa via Redes, para aprofundar o conhecimento dos biomas tropicais. As mudanças climáticas e o aumento populacional, entre outros fatores.

O coordenador volta a falar como Primavera do Leste foi escolhida para ser a Capital do Futuro Sustentável: “vocês têm capacidade de forma muito clara através do IFMT e da UNIC. Tem condições institucionais que me surpreenderam. Primavera tem uma sociedade pensante, um ambiente institucional estratégico e competências específicas na área da produção, é um nicho de excelência, não só no campo, mas também na indústria. É um ambiente muito favorável”, avalia Fernando.

“A gente está muito entusiasmado em fazer uma ponte entre Primavera e o debate de ponta a nível nacional e internacional.  Buscamos aprimorar os processos que já estão instalados no município e criar outros, novas demandas, saber o que vocês tem como preocupações principais, quais são as demandas tecnológicas”, diz ainda.

Ainda conforme o coordenador, a proposta é um benefício, primeiramente, para o Brasil, porque é um país que sofre muito com a percepção de significado urbano. “O agronegócio se comunica muito mal, historicamente e a ciência se comunica pior ainda”, destaca Barros que ainda exemplifica falando que “só 8% dos brasileiros conseguem decodificar dados complexo”.. “Quando você fala 88 bilhões de saldo na balança do PIB, só 8% entende o significado que isso projeta na sociedade, como renda, emprego e bem-estar, mas para o resto não significa nada”.

Para Fernando Barros, a ciência, tecnologia e inovação no agronegócio devem ser melhor dialogadas com a comunidade. Este é o trabalho que a ONG pretende fazer com a população de Primavera do Leste, para que haja melhores negociações, compartilhamento e integração, evidenciando a percepção de valores da comunidade para com as informações e conhecimentos já existentes e os que estão por vir com as pesquisas científicas propostas.

“Só falta aferir cientificamente os processos que já estão instalados na cidade ou introduzir outros para aprimorar. Se conseguirmos produzir um espelho da agricultura responsável socialmente e ambientalmente, o mundo vai comentar que o Brasil tem uma cidade sustentável e responsável. Muitas vezes nós já somos responsáveis na maioria dos fatos e dos encaminhamentos, só não comunicamos isso”, destaca ainda o coordenador.

COMO CHEGAR AO OBJETIVO?

Conforme o projeto da ONG, dentre os oito objetivos específicos a serem alcançados está: promover seleção de talentos (12), a nível nacional, que seriam convocados a realizar o desenvolvimento tecnológico em Primavera do Leste; desenvolver o “Programa de Mestrado/Doutorado Integração Ciência, natureza e Desenvolvimento”; Discutir perda e desperdício de alimento e geração de emprego e ruptura tecnológica; preparar Primavera do Leste para mudanças climáticas; Articulação para a ampliação de Banda Larga urbana e para que seja o primeiro município com todas as fazendas conectadas e, para melhorar a relação internacional, o projeto visa trazer a intensificação do aprendizado de línguas estratégicas para a população, como inglês e mandarim.

PROJETO É ELABORADO DESDE 2014

A  elaboração do projeto teve participação especial de uma figura de Primavera do Leste, o desenvolvedor de projetos da Secretaria de indústria e Comércio João Francisco Mascaro. Ele conta que desde 2014, estão trabalhando em cima deste projeto, que ele acredita ser fundamental para Primavera do Leste. “Primavera do Leste foi a cidade escolhida após a visita de Evaldo Vilella, que veio a cidade para participar da Farm Show. Como gostou do que viu, ele convidou Primavera do Leste para fazer parte do projeto, por reconhecer o potencial da cidade”, detalha Mascaro.

Na visão de João, “o objetivo do Fórum do Futuro é pensar na agricultura e propor novas saídas e soluções para o aumento da produção. A ONU determinou que nos próximos 40 anos o Brasil dobre a sua produção agrícola, para que seja possível alimentar o mundo, ou seja, que os 4,2% do território brasileiro utilizado para produção salte para 8,5% nos próximos anos”, destaca Mascaro.

Porém é preciso fazer isso sem degradar o solo, sem desmatar. Mas como? “Essa será a função do Fórum, que irá desenvolver estudos afim de encontrar soluções para isso. Hoje sabemos que as máquinas que estão no campo não atingem nem 20% de sua capacidade, e isso está ligado a capacitação da mão de obra que ainda não é o suficiente”, explica o funcionário público.

 

Sobre um dos objetivos a serem alcançados com o Fórum do Futuro em Primavera do Leste, a conectividade de qualidade, Mascaro avalia que esta é uma das vantagens para o município, que criará uma conexão global para atrair muitas empresas.

0 Comentário(s)
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!
Edição impressa
imagem
os maiores eventos e coberturas
O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!