DESARMAMENTO /

Sábado, 11 de Novembro de 2017, 07h:00

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Exército destrói 10 mil armas e 30 mil munições que estavam em poder de criminosos de MT

Das 10 mil armas, somente 14 foram doadas para as autoridades


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Olhar Direto

Fuzis, pistolas, revolveres e metralhadoras. Ao todo, 10 mil armas e munição suficiente para assassinar 30 mil cidadãos de bem. Este é o arsenal que estava em poder da criminalidade e que foi destruído pelo Exército Brasileiro. O ato de entrega ocorreu na manhã desta sexta-feira (10) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O ato foi conduzido pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), às 10h de hoje, na sede do 44º Batalhão de Infantaria Motorizada.

“São basicamente armas utilizadas em crimes, roubos, furtos e homicídios. Todos de porte ilegal. As armas são apreendidas, encaminhadas para a Polícia Judiciária Civil, temos a fase de inquérito, após o encerramento da fase processual, essa arma vai para a doação ou destruição”, explica o Coronel Rhaygino Sarly Rodrigues Setubal, Assessor Militar do TJMT, que acompanhou o ato na manhã de hoje, ao lado do Coronel do Exército Bonfim, que explica: 

“Fazemos a destruição destas armas em duas etapas, em função de nossa estrutura. Na medida em que recebemos o armamento, fazemos uma pré-destruição com nosso equipamento de prensa hidráulica. Nesse momento o armamento já fica inutilizável. Em um segundo momento, imediatamente, fazemos a destruição total pela incineração”.

Conforme o TJ explica, a entrega ao Exército visa dar destinação correta para armas e munições apreendidas pelas autoridades judiciais. Só há duas opções para armas apreendidas: doação ou destruição. Quem decide a destinação delas é o Poder Judiciário.

Das 10 mil armas, somente 14 foram doadas para as autoridades, sendo 08 de cano curto e 06 de cano longo. Conforme Setubal, a destruição da grande maioria se dá “devido ao estado precário de conservação do armamento, também os modelos e calibres, que não atendem aos requisitos da segurança pública”.

 

Comparado com 2016, Mato Grosso obteve um aumento de 50% no número de apreensões de armamentos ilegais nas mãos da criminalidade, destacou Setubal. "Foi um trabalho excelente, nos sentimos realizados".

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