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Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2019, 07h:00

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Sem receber repasses para saúde poder público pede o bloqueio das contas do governo do estado

O débito ultrapassa os R$ 7 milhões


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Da Redação

O ano de 2018, foi marcado por constantes reclamações no setor da saúde municipal, as principais reclamações giraram em torno da atenção básica, onde moradores questionaram enormes filas, falta de medicamento e profissionais para atendimento.

A justificativa dada pelo poder público, para tanta ineficiência, foi a falta de recursos para investimento, já que o governo do estado não realizava os repasses financeiros. O município então passou a investir em intervenções de média e alta complexidade, setor esse de inteira responsabilidade do estado. O objetivo era não deixar que as pessoas ficassem sem o atendimento de Unidade de Terapia Intensiva – U.T.I, por exemplo.

O débito que ultrapassa os R$ 7 milhões, levou a prefeitura a solicitar o bloqueio das contas do governo do estado, para que os valores que não são pagos desde 2013, fossem repassados. O que até o fechamento desta edição especial não havia ocorrido.

Outro problema constatado em 2018, que contribui para demora no atendimento médico e aumento das filas de espera, está no fato de que muitos moradores da cidade trazem parentes de outras localidades para serem atendidos no município. “Temos hoje de acordo com o IBGE 60 mil habitantes e só na farmácia municipal temos mais de 190 mil cadastros, então alguma coisa está errada. Fazer uma triagem, identificar a falha”, disse o prefeito Leonardo Bortolin.

 O prefeito destacou que as filas existentes em Primavera do Leste, se comparadas com a demanda de outros municípios são menores. E que para o próximo ano já está prevista a realização de mutirões de cirurgias.  Através de convênio com o governo federal, conseguimos viabilizar R$ 400 mil, esse dinheiro vou dedicar a cirurgia eletivas, pegar a maior demanda e tentar zerar as filas”, frisou.

Fazendo um outro comparativo com municípios vizinhos, o prefeito classifica o atendimento recebido via Sistema Único de saúde, como um dos melhores da região. “Infelizmente o S.U.S sempre recebe uma sobrecarga e então sempre haverá filas. Primavera em que pese suas dificuldades, está muito melhor que muitas cidades do estado. Hoje se o cidadão precisa de um atendimento, uma cirurgia como apêndice, cesárea. Hoje essa pessoa vai fazer no hospital que é o mesmo em que uma pessoa tem plano de saúde faz. Com o mesmo médico, mesmos equipamentos. A única diferença é que um fica na enfermaria e outro fica em apartamento. Quando a gente olha outros municípios como Sinop, Cuiabá, as UTIS fecharam, aqui só não fechou por que a prefeitura está custeando uma contrapartida que o município não paga mais”, exemplificou Leo.

 

PRIMAVERA DO LESTE POLO DE SAÚDE?

Com UTI funcionando e possibilidade de que o paciente receba o tratamento de hemodiálise na cidade mesmo, e com o município custeando tratamentos de responsabilidade do governo estadual. Não estaria na hora de Primavera do Leste se tornar um polo regional de saúde?

O prefeito Leonardo Bortolin, diz que se houvesse a certeza dos repasses via esfera federal e estadual a ideia seria linda. Porém; “eu tenho medo do estado não arcar com suas necessidades e o município ficar com sobrecarga muito maior, e atrair pacientes de outras regiões que não é uma responsabilidade nossa, e na hora de vir o dinheiro por parte do governo do estado o dinheiro não chegar. E acabar acontecendo como outras cidades onde os prefeitos se encontram sem saber o que fazer. Se os repasses ocorressem seria lindo, mais não acontecem sobra tudo para o município, virá muito mais gente, o estado não paga o governo federal atrasa e aí? O que vai acontecer?”, ressaltou.

 

PROJETO PARA 2019

Os planos para melhorar a estrutura de saúde pública municipal e garantir a ampliação de atendimentos, incluem: Entrega do ESF no Padre Onesto Costa e outra no Jardim Luciana. Colocar o mamógrafo para funcionar. Iniciar a construção do ESF do Guterres e encaminhar a autorização para dar prosseguimento a unidade do Vertentes das Águas.  “Além disso queremos aumentar a atenção básica, desenvolver mecanismos em que o paciente não fique na fila na questão de exames, uma coisa mais automática. Para se ter uma ideia, quando assumimos a fila de espera para exame de sangue demorava de 60 a 80 dias, hoje é praticamente imediato. Raio X, tinha gente esperando há três meses e hoje não fica mais”, finalizou Leo.

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