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Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018, 16h:08

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Pontos de coleta de recicláveis serão instalados em Primavera

Estes serão cercados e funcionarão como pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis


Imagem de Capa
Jaqueline Hatamoto

Um leitor do jornal O Diário entrou em contato para solicitar uma reportagem. Segundo ele uma Usina de reciclagem de lixo, está sendo construída no Bairro Castelândia, na Rua José Donin, próximo a uma creche, posto de saúde e mercado. O fato estaria deixando os moradores do bairro preocupados, tanto que já estariam organizando um abaixo assinado para impedir que a construção. “Eu queria saber se o jornal está ciente da construção de uma usina de reciclagem de lixo ao lado da Creche Maria de Nazaré aqui no Castelândia? Tá rolando aqui na vizinhança um abaixo assinado contrário, já que tem um mercado em frente e vai ficar próximo do Senac, do quartel e Posto de Saúde. Como a Vigilância Sanitária aprova uma obra dessa num bairro residencial?”, indagou o morador do bairro.

De imediato a reportagem do jornal O Diário procurou o Poder Público. O Poder Público afirmou que no local não será construída uma Usina de reciclagem. Por meio de nota encaminhada, via Assessoria de Imprensa, a Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Agricultura e Meio Ambiente esclareceu que existe o planejamento de construir um Ecoponto, onde os materiais recicláveis serão recolhidos por meio de entrega voluntária dos moradores.

Indagados sobre o fato de se tratar de uma área residencial, a pasta esclareceu que o local será cercado e terá um funcionário responsável por receber os materiais que não tenham alto índice de contaminação como por exemplo: materiais de oficina mecânica, embalagens de agrotóxicos, embalagens de óleo automotivo, entre outros.

A secretaria explicou como o Ecoponto vai funcionar: “... o local será cercado e contará com a colaboração de cooperados da Cooperlimp que, além de dar a destinação correta dos materiais, vai vigiar para não haver despejo de materiais que não podem ser jogados no Ecoponto. Funcionará em horário comercial, inclusive na hora do almoço. Todo o material recolhido será reaproveitado pela Cooperativa ou caso não tenha aproveitamento, será destinado para o aterro sanitário municipal”, esclarece parte da nota.

Além do Castelândia a secretaria estuda a possibilidade de instalação em outros bairros como: Bela Vista, Eldorado, Jardim Riva, Padre Onesto Costa, Poncho Verde e Tuiuiú.

A principal diferença desses Ecopontos para os que já estão espalhados pela cidade está no fato de que estes serão cercados e funcionarão como pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis e haverá containers para destinação de cada tipo de resíduo e também óleo de cozinha.

 

TODO TIPO DE MATERIAL RECICLÁVEL E SOBRAS DE CONSTRUÇÃO PODERÃO SER DEIXADOS NOS PONTOS

Sobras de construção civil como: cimento, restos de tijolos e azulejos, madeiras, bem como móveis velhos, sobras de poda de árvore e outros materiais volumosos, em pequenas quantidades. Também poderão ser deixados no local papel, papelão, vidro, alumínio e tudo que for reciclável.

Como trata-se de um ponto de coleta voluntária o morador é quem fica responsável por levar e descarregar os materiais, sempre em pequenas quantidades.

De acordo com a pasta, para implantação dos novos locais de coleta, o poder público não gastará nada, pois todos os Ecopontos serão construídos por meio de um TAC da iniciativa privada com o Ministério Público Estadual e Administrados através do projeto “Quem Ama Cuida”.

 O poder público ressalta que mesmo após a implantação do projeto que não tem data certa para ser concluído, continuará fazendo a coleta dos materiais recicláveis através da Cooperlimp e também pela secretaria de obras e Infraestrutura.

 

 

OUTRAS CIDADES do brasil JÁ DESENVOLVEM PROJETOS SEMELHANTES

 

A ideia de criar pontos de entrega voluntários de recicláveis já vem sendo adotada em outros estados. Um dos exemplos são os pontos que funcionam em São Paulo, onde grandes caixas verdes em forma de contêineres fechados com capacidade para 2.500 litros cada foram instalados em locais com grande fluxo e de fácil acesso ao público, permitindo também manobras de caminhões que fazem seu manuseio.

 

Todos eles são adesivados com informações do que pode e o que não pode ser depositado nestes equipamentos. Normalmente os PEV´s ficam em Ecopontos, parques, postos de gasolina e áreas públicas, sempre em locais que não atrapalhem o fluxo viário e de pedestres.

 

Em Belo Horizonte o poder público disponibiliza contêineres nas cores dos resíduos recicláveis: azul para o papel, vermelho para o plástico, amarelo para o metal e verde para o vidro, conforme Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 257, de 25 de abril de 2001.

 

Os materiais devem estar limpos e secos, para não provocar mau cheiro nem atrair animais que possam causar doenças.

 

Já em Teresina dez Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de lixo reciclável estão espalhados em todas as zonas da capital. E em cada ponto há um agente ambiental orientado para esclarecer dúvidas e conscientizar a população sobre a importância da reciclagem.

 

 

 

ESPALHADOS PELA CIDADE

 

De acordo com o poder Público em Primavera do Leste, há 38 ecopontos espalhados pela cidade.

 

O sistema de descarte de lixo em pontos estratégico foi implantado em 2015.

 

Na época o investimento nas caçambas e em um caminhão guincho - utilizado para o transporte- custou aos cofres públicos aproximadamente R$ 300 mil.

 

Antes da implantação dessas caçambas, mensalmente, eram retiradas 450 toneladas de entulhos jogados pela cidade.

 

 

 

COOPERATIVA COLETA ÓLEO DE COZINHA USADO

 

A Secretaria de Indústria Comércio e Meio Ambiente juntamente com a Cooperativa Regional de Coleta Seletiva – Cooperlimp desde de junho de 2018,  deu início ao projeto piloto de coleta de óleo de cozinha. A princípio, o público-alvo são os funcionários públicos, mas a ideia é expandir a coleta para toda a cidade.

 

Os latões para coleta foram disponibilizados em seis locais sendo: Câmara Municipal, Prefeitura, prédio da Secretaria de Indústria e Comércio, Secretaria de Obras, Albergue Municipal e Cozinha Comunitária. O óleo de cozinha usado será coletado pela cooperativa e posteriormente será vendido para uma fábrica de tintas. O dinheiro arrecadado será revertido em prol da modernização da Cooperlimp.

 

De acordo com Renata Bergonzi, técnica em Meio Ambiente, que atua na Secretaria, a ideia vai além de ajudar à cooperativa, pois o descarte correto do resíduo diminuiu o impacto ambiental.  “A cada mês uma família gera um litro de óleo”, ressaltou Renata, que ainda explicou que ao jogar o óleo no ralo da pia da cozinha a pessoa pode ter vários problemas. “Quem faz o descarte de óleo de cozinha, na pia, por exemplo, além de poluir o meio ambiente, traz prejuízos para o morador, pois esse óleo pode entupir a pia, a caixa de gordura, a rede de coleta de esgoto, causando até mesmo alagamentos. Além disso, o óleo atrai baratas e ratos. Já no meio ambiente, esse óleo causa a impermeabilização do solo, contaminação da água e afeta a vida aquática”.

 

Além disso, a técnica de meio ambiente explicou que o simples fato de dispensar o óleo na pia pode contaminar 25 mil litros de água. “Dados revelam que um litro de óleo dispensado na tubulação quando chegar na água, ele vai poluir 25 mil litros de água, quantidade suficiente para uma pessoa consumir durante 6 meses”, frisou Renata.

 

A situação pode ser ainda pior se o descarte for feito diretamente em rios, pois um litro de óleo contamina um milhão de litros de água, o suficiente para uma pessoa consumir durante 14 anos.

 

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