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Terça-feira, 13 de Junho de 2017, 17h:59

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Gás de cozinha: para prefeitura R$ 64,80 para a população R$ 96,00

Entenda o motivo da variação de preços em Primavera do Leste


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Jaqueline Hatamoto

Na edição de sexta-feira (9), o jornal O Diário publicou uma reportagem a respeito do reajuste do gás de cozinha, que a partir de segunda- feira (12), em Primavera do Leste, de acordo com pesquisa realizada pela redação, o preço pode chegar aos R$ 96. Mas o que traz o assunto de volta às páginas do jornal é a afirmação de um leitor, por meio de uma rede de interação. Segundo ele, em recente pregão para tomada de preços, uma empresa venceu a licitação para fornecer gás à prefeitura pelo valor de R$ 64,80.

“Teve empresa que recentemente venceu uma licitação na prefeitura e está entregando o botijão de 13kg a R$ 64,80, esse preço não poderia ser para toda a população de Primavera?”, questionou o leitor. Os valores, bem como a empresa vencedora, foram publicados no Diário Oficial Municipal – Dioprima, edição extraordinária do dia 20 de abril de 2017. Três empresas saíram vencedoras do certame, avaliado em mais de R$ 660 mil. (veja as empresas e valores na publicação ao lado).

A diferença de mais de R$ 30 chama a atenção. A empresa vencedora entregará o equivalente a 2.055 botijões de gás P13 para o paço municipal, “a população toda consome muito mais gás do que a prefeitura. Se para prefeitura é possível vender a este preço, por que o povo tem que pagar tão caro? Ninguém vende para perder!”, perguntou Marilei Carlini, também através da rede de interação mantida pelo jornal O Diário.

Diante do questionamento fomos saber o motivo da divergência de preços. A equipe do Jornal O Diário conversou com Mirna Heckler Braff, consultora em Licitação. Ela ressalta que “quando o Órgão Público compra através de licitação, geralmente há uma grande disputa, todos querem vencer. Assim o preço baixa bastante”, destacou.

Além da disputa acirrada, a quantidade a ser comprada também é levada em consideração. “Sempre calculamos o valor do produto em cima do montante a ser adquirido, ou seja, consideramos a questão do atacado e não o preço do varejo”, esclareceu um empresário acostumado a participar de processos licitatórios, mas que pediu para não ter o nome divulgado.

Mas com tantos reajustes nos preços, será que os vencedores das licitações entregam o produto, já que a atual gestão não faz mais o reequilíbrio do contrato? A Consultora em Licitação diz que: “Quem vence uma licitação para fornecer algum produto para a Prefeitura sempre entrega, pois se isso não acontecer ele será penalizado, com advertência, suspensão do cadastro de fornecedores do município ou até mesmo a declaração de inidôneo, não podendo vender, enquanto perdurar a penalidade, para nenhum órgão público, além de ser multado”.                       

Porém, o novo sistema de licitação realizado pela prefeitura possibilita que o produto seja pedido de acordo com a necessidade, o que de certa forma prejudica o empresário. “Agora existe o registro de preço, e isso não nos dá garantia de que o município vai comprar. Para nós foi um retrocesso, pois não temos essa garantia. Muitas vezes fazemos a negociação dentro do volume máximo, mas aí eles pedem o que eles querem e na quantidade que desejam. No final o preço fica bem diferente, pois calculamos a venda dentro do valor total dos itens. Por exemplo, na licitação está a aquisição de 500 latas de leite em pó. Esse volume conseguimos comprar direto da fábrica, que tem preços especiais para atacado, mas ai a prefeitura pede 10 latas apenas.  O preço aplicado é o do varejo e não do atacado”, explicou o empresário João Bianchi, em entrevistas ao jornal O Diário no dia 24/05.

 

 

1 Comentário(s)
Essa questão de atacado não convence nem mesmo quem fez tal declaração, tal varição nos valores é absurda, mais uma vez a população vai pagar o pato.Ninguém faz nada para resolver porque alguém deve tá ganhando algo com isso tudo
enviado por: Augusto em 13/06/2017 às 12:41:40
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