FALTA DE SORO ANTIOFÍDICO /

Terça-feira, 09 de Janeiro de 2018, 07h:00

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Em casos de urgência, primaverenses podem comprar soro antiofídico ou se deslocarem para Rondonópolis

A falta do antidoto atinge cidades de Mato Grosso e também todo o Brasil


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Pérsio Souza

Em 15 de dezembro de 2017, Katiane Maria Neves Anjos, foi picada por uma Jararaca, na garagem da residência quando saia para trabalhar, em Primavera do Leste. Por conta da falta do soro antiofídico no município, ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi encaminhada para a Regional de Saúde, Rondonópolis.

Por conta do veneno, Katiane sofreu um AVC e foi para a UTI após passar por procedimento cirúrgico. A equipe médica alertou que a vítima corria risco de vida, porém, já se encontra em casa e estabilizada.

Os acidentes envolvendo animais peçonhentos em Primavera do Leste, tem um número baixo, levando em consideração que trata-se de um município rodeado por fazendas e grandes áreas de preservação. Segundo o relatório da Vigilância Epidemiológica Municipal, foram confirmados 22 casos durante o ano de 2017.

Destes casos confirmados, foram: 16 com serpentes, três com aranhas e três com escorpiões. Mesmo se tratando de ocorrência evitáveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu os acidentes com animais peçonhentos, especialmente as cobras, na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria dos casos, populações pobres em áreas rurais.

Segundo informações da Vigilância Epidemiológica, o Estado controla a distribuição do soro antiofídico e manda às cidades apenas sob avaliação criteriosa. A regional continua sendo em Rondonópolis, portanto, todos casos que aparecem, são encaminhados para lá.

Houve uma redução na distribuição de doses de soro antiofídico repassadas para Mato Grosso pelo Ministério da Saúde. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), as doses do medicamento estão sendo encaminhadas para as regiões com maior número de casos de picadas de cobra. Atualmente, 1.100 ampolas são distribuídas para todo o estado.

“A SES esclarece, através da Vigilância Epidemiológica do Estado, que desde 2014 o Ministério da Saúde reduziu a quantidade de soro antiofídico em todo o país, devido a problemas quanto à produção do antídoto. Essa diminuição foi ainda maior em 2016, fazendo com que todos os estados do país concentrassem o soro em hospitais com maior fluxo de atendimento e suporte, essa medida também foi adotada em Mato Grosso. Dessa forma, o soro é encaminhado a Regional de Saúde local (no caso de Primavera a Regional é Rondonópolis) que faz a distribuição de acordo com os casos de maior incidência”, esclarece a SES através de nota encaminhada ao jornal O Diário.

PRIMAVERENSES PODEM COMPRAR SORO ANTIOFÍDICO

Como o soro antiofídico não é disponibilizado ao município devido à redução tanto no Estado, quanto no país, aqueles que forem picados por algum animal peçonhento em Primavera do Leste e não queiram se dirigir a Rondonópolis, podem comprar o antídoto.

A Seregel Comércio de Produtos Agropecuários vende o soro antiofídico a aproximadamente R$ 80 e o proprietário Felipe Machado, conta que os produtores são os que mais procuram para deixar nas fazendas, caso haja algum acidente envolvendo animais peçonhentos. Vale ressaltar que o remédio pode ser comprado por qualquer pessoa maior de 18 anos.

 

PRODUÇÃO PARCIAL

Em agosto de 2017, a SES divulgou uma nota que diz que os soros são produzidos de forma parcial, o que reflete no desabastecimento das unidades.

“A produção tem sido realizada de forma parcial, devido à suspensão da produção da Fundação Ezequiel Dias (Funed) para cumprir as normas definidas por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF) exigidas pela Anvisa.

Para Mato Grosso, Estado com grande vocação agropecuária, grandes extensões de fazendas e muitos trabalhadores em áreas rurais e assentamentos, a falta de soros é muito preocupante, de acordo com a coordenação da Vigilância Epidemiológica da SES/MT.

Os Soros antivenenos (para picadas de cobras e de aracnídeos) são distribuídos conforme análise criteriosa realizada pela Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde considerando a situação epidemiológica dos acidentes por animais peçonhentos, as ampolas utilizadas em cada Unidade da Federação, bem como os estoques nacional e estaduais de imunobiológicos disponíveis e, também, o cronograma de entregas a serem realizadas pelos laboratórios produtores”, pontua.

 

 

 

1 Comentário(s)
Até hoje, só vi para venda,o soro para tratar animais. Será que serve para humanos?
enviado por: Anderson em 09/01/2018 às 08:33:45
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Edição impressa
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os maiores eventos e coberturas
O que você acha que deve ser feito com os carrinhos de lanche em PVA?
Devem ser retirados das avenidas!
Devem permanecer onde estão!
Devem ficar todos na Praça de Eventos!
Devem ser realocados para as praças da cidade!