EDITORIAL /

Quinta-feira, 28 de Junho de 2018, 16h:50

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Uma mudança que pode salvar vidas

Falta de soro antiofídico é uma realidade no país


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Waldir Freitas

Na semana passada o Jornal O Diário publicou mais uma reportagem, em que uma pessoa da cidade, após ser picada por uma cobra, precisou ir até Rondonópolis para, de lá, ser encaminhada a Cuiabá. Motivo: a falta de soro antiofídico em Primavera e também na regional de Rondonópolis. Ou seja, a pessoa correndo risco de morte, viajou cerca de 350 quilômetros: 120 até Rondonópolis e mais 230 até Cuiabá, para receber uma vacina.

Repetimos: o detalhe é que em Rondonópolis também não havia o soro antiofídico. Porém, mesmo sabendo disso, os profissionais da saúde de Primavera têm que encaminhar o paciente para Rondonópolis e, de lá é que ele será encaminhado para Cuiabá. Muita burocracia! Muita falta de respeito com o paciente.

Ora, se o paciente de Primavera não pode ser atendido em Rondonópolis, pela falta do antídoto, por que não ir direto de Primavera a Cuiabá? A resposta é que precisa seguir o procedimento. Gente, não quero desejar mal a ninguém mas, quem fez esse “procedimento” poderia ser picado de cobra em Primavera para ir até Rondonópolis e depois de Rondonópolis a Cuiabá. Quem sabe no trajeto de Rondonópolis a Cuiabá ele pensaria numa solução legal para melhorar o “procedimento.”

Publicamos recentemente que uma moradora de Primavera do Leste, teve um AVC, quase morreu, tudo por que na cidade não tem soro para picada de cobra!

Imagina se uma pessoa é picada por uma cascavel, até chegar em Rondonópolis, vai perder parte do movimento do corpo e, imagina agora, ter que ir de Rondonópolis para depois voltar a Cuiabá...

As duas vítimas tiveram sorte, depois de ficar na UTI, conseguiram se recuperar, mas já pensou se fosse uma criança, um idoso?

 Falta do soro antiofídico é geral em Mato Grosso, apenas 300 ampolas foram enviadas, para ser divididas em 141 municípios. Chega ser engraçado.

Deixar todas as cidades com dose suficiente para atender a população é obrigação do Estado e também é obrigação dele zelar pelo atendimento mais rápido. Por isso, esse procedimento de exigir o encaminhamento do paciente até Rondonópolis sabendo que lá também não poderá ser atendido, chega beirar a burrice, para não dizer coisa pior.

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