MANIFESTAÇÃO /

Quarta-feira, 23 de Maio de 2018, 09h:59

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Mais de 200 caminhoneiros já aderiram a paralisação, em Primavera

Os manifestantes fecharam na segunda-feira (21), as duas saídas sentido Cuiabá e Barra do Garças


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Pérsio Souza

A paralisação dos caminhoneiros continua nas duas saídas de Primavera do Leste, na BR-070 sentido Cuiabá e Barra do Garças. Em média de 200 profissionais da classe já aderiram ao movimento contra o aumento dos combustíveis, em especial o diesel, e não há previsão para terminar. Veículos oficiais, de passeio, motocicletas e ônibus têm passagem liberada nas vias.

A manifestação em Primavera do Leste começou na manhã da segunda-fera (22), onde os representantes da classe deram início ao fechar a saída do município, sentido Cuiabá.

De acordo com o caminhoneiro Ruan Mira, um dos representantes do movimento, a entrada de caminhões na cidade é permitida, pois eles não são obrigados a ficar no local, porém, devem respeitar a paralisação e permanecer no município, até porque a saída para Barra do Garças está trancada por outros manifestantes.

“Alguns caminhoneiros já tentaram passar sem ao menos nos ouvir, porém, no final conseguimos conversar com eles e acabaram aderindo também”, diz Ruan.

O representante relata que nas primeiras 24 horas não houve nenhuma tentativa de conversa ou nenhum posicionamento do governo diante da situação.

Por ser uma manifestação pacífica, onde apenas os caminhões são parados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já se fez presente e garantiu que estará no trecho para oferecer segurança a todos os condutores. O órgão também não identificou filas de veículos na pista.

O Sindicato Rural dos Produtores realizou na manhã desta terça (22), uma reunião com os representantes dos caminhoneiros e com produtores para ouvir quais são as reivindicações da classe. Em primeiro momento, o Sindicato apoia o movimento pacífico.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã da segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.

 

NOTA DO SINDMAT

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat) se manifestou e esclareceu a convocação. Leia na íntegra:

“O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat) esclarece sua posição sobre a paralisação convocada pela CNTA para o dia 21/05/2018:

1- Que a política de reajuste de combustível da Petrobrás é abusiva e prejudica toda a sociedade;

2- Não se pode ter uma política de aumento de preços de combustível diária, aonde a população é obrigada a pagar o custo da roubalheira acontecida na Petrobrás;

3- Que entende e apoia o movimento pacífico dos CAMINHONEIROS AUTÔNOMOS, através da CNTA, desde que NÃO firam o direito de ir e vir do cidadão, com bloqueio de rodovias;

4- Recomenda a todos os empresários do transporte de MATO GROSSO que deixem seus veículos nas garagens, apoiando ORDEIRAMENTE o movimento, evitando assim que os mesmos possam ficar parados em bloqueios nas rodovias.

Quê DEUS de serenidade e sabedoria a nossos governantes para que nos ajudem a trabalhar dignamente transportando a produção de nosso país.

Eleus Vieira Amorim - Presidente”.

 

MANIFESTAÇÃO EM MATO GROSSO

A PRF registrou pelo menos doze pontos de bloqueios de caminhoneiros nas rodovias de Mato Grosso. São eles:

Primavera do Leste – BR-070; Campo Verde – BR-070, km 383; Sapezal – BR-364, km 1120; Comodoro – BR-174, km 488; Rondonópolis – BR-364, km 200;

Nova Mutum – BR-163, km 593; Sinop – BR-163, km 821 e km 854;

Lucas de Rio Verde – BR-163, km 686; Cuiabá – BR-070, km 504;

Cuiabá – BR-364, km 398;Diamantino- BR-364, km 613.

A rodovia estadual, a MT 130 de Paranatinga, sentido Primavera do Leste, também foi bloqueada e sem prazo para liberação nesta manhã de terça.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), responsável pela convocação da Paralisação Nacional dos Caminhoneiros, registrou ao longo da segunda-feira (21), a manifestação da categoria em 19 estados brasileiros, entre eles: Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Tocantins, Goiás, Espírito Santo, Ceará, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. Estima-se que cerca de 200 mil caminhoneiros tenham participado do protesto.

associação já havia pedido

redução no valor do combustível

Na semana passada, a Abcam já havia protocolado um ofício na Presidência da República e na Casa Civil para cobrar medidas efetivas do Governo diante do aumento constante das refinarias e dos impostos que recaem sobre o óleo diesel.

Além da correção quase que diária dos preços dos combustíveis realizado pela Petrobrás, que dificulta a previsão dos custos por parte do transportador, os tributos PIS e Cofins, majorados em meados de 2017 com o argumento de serem necessários para compensar as dificuldades fiscais do Governo, são o grande empecilho para manter o valor do frete em níveis satisfatórios.

Para a associação, a redução da tributação sobre o combustível pode resultar em queda expressiva nos custos de produção agropecuária, no preço do frete dos alimentos e nas tarifas do transporte em geral, o que beneficiará diretamente milhares de cidadãos brasileiros.

Portanto, a Abcam, no ofício, segure que o Governo Federal faça:

- redução da carga tributária incidente sobre operações com óleo diesel a 0 (zero), sendo elas as alíquotas da contribuição para PIS/PASEP e da Confins incidentes sobre a receita bruta de venda no mercado interno de óleo diesel a ser utilizado pelo transportador autônomo de cargas.

- isenção da contribuição de intervenção no domínio econômico — Cide-combustíveis, incidente sobre a receita bruta de venda no mercado interno de óleo diesel a ser utilizado pelo transportador autônomo de cargas.

Além disto, a associação também sugere a criação de:

- Um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo destinado ao custeio de um programa para aquisição de óleo diesel, sendo a sua principal fonte de recursos composta por qualquer contribuição que o governo federal achar conveniente, ou um

- Sistema de subsidio para aquisição de óleo diesel por parte dos transportadores autônomos.

 

REDUÇÃO NAS REFINARIAS

 

Após as manifestações em todo o Brasil, a Petrobras anunciou que reduzirá os preços da gasolina em 2,08% e os do diesel em 1,54% nas refinarias. A mudança ocorrerá a partir desta quarta (23).

 

 

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