ARTIGO /

Domingo, 15 de Abril de 2018, 10h:23

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Velha infância

Tínhamos tempo para olhar para o céu e ficar imaginando o que eram as diversas formas em que as nuvens se formavam


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Jean Carlos -

Por mais que tenhamos tido uma infância humilde e regrada que impossibilitava nossos pais a nos proporcionar certas regalias sempre nos vem á memória aquela época com saudosa lembrança, nenhuma dificuldade foi capaz de deturpar nossa velha infância, ela foi um período maravilhoso de nossas vidas. Crescer é bom, amadurecer também, ser independente para fazer nossas próprias escolhas é ótimo, mas nada se compara a época de nossa infância e que nossa opinião pouco valia e nos restava apenas aceitar e concordar, mas tínhamos um trunfo, éramos crianças.

Entendíamos as ordens de nossos pais apenas com a forma em que nos olhavam e se não obedecêssemos, no quintal sempre tinha uma arvora com uma boa vara para esclarecer algum mal-entendido. Tínhamos tempo para olhar para o céu e ficar imaginando o que eram as diversas formas em que as nuvens se formavam, algo que me chamava atenção eram as aves migratórias que em mudança de estação do ano víamos seus bandos migrando de uma região para outra, não me lembro mais a última vez em que presenciei este fenômeno, não é por que cada vez mais as aves estarem acabando, mas pela falta de tempo para olhar para o céu.

Como diz a música de Kell Smith, “.... É que a gente quer crescer, e quando cresce quer voltar do início...”, reclamamos da falta de tempo para tudo, mas o problema é que nos deixamos ser controlados por algo que tínhamos que controlar, muitas vezes corremos tanto atrás de nossos objetivos que esquecemos de viver o momento, e o tempo é cruel ele não volta apenas prossegue, e quando percebemos é tarde demais, estamos tão focados em algo ou deixando algo roubar o nosso tempo que mal entramos na segunda feira e já estamos na sexta feira, chegamos tão cansados que o melhor programa para o final de semana seria muitas horas de sono, e assim segue a vida mau vivida.

Mas será mesmo que o tempo passa rápido demais, ou não sabemos aproveitar o tempo que temos, o escritor L. L. Santos tem uma frase que diz, ”. Quando as lembranças da infância finalmente nos invadem na vida adulta, de uma forma totalmente inconsciente, percebemos que a vida não é apenas curta. Mas em geral, muito mal aproveitada. ”, do ponto de vista do autor é a falta de aproveitamento do tempo que o torna curto. Viver como sendo o último segundo de vida talvez seja a melhor saída, mas sejamos coerentes, isso é uma metáfora, não estou dizendo que deve sair por ai desvairadamente com atitudes inconsequentes, estou apenas dizendo que devemos aproveitar mais o tempo, dar uma melhor qualidade de vida para a vida, que seja igual na velha infância, em que as coisas aconteciam naturalmente de forma inesquecível e inesquecível.

Jean Carlos

 

Professor de Ciências da Natureza e Matemática.   

 

1 Comentário(s)
Parabéns perfeito seu artigo como sempre .
enviado por: Olga iolanda em 15/04/2018 às 19:59:35
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