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Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018, 09h:25

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TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

Há diversos estudos que apontam eventos ocorridos na infância e adolescência como fatores que tornam as pessoas mais vulneráveis


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Beatriz G. Rufato - Psicóloga.

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.

Há diversos estudos que apontam eventos ocorridos na infância e adolescência como fatores que tornam as pessoas mais vulneráveis ao transtorno do estresse pós-traumático. Em geral, se encaixam situações de bullying infantil, situações de violência doméstica, situações que passam na escola devido a dificuldades em adaptação (sociabilização) ou aprendizado (TDAH) e essas crianças são estigmatizadas e ridicularizadas.

Outros fatores a serem considerados são crianças expostas a desastres naturais (enchentes, terremotos, etc), e os filhos da violência urbana devido às desigualdades sociais existentes que deixam marcas profundas. A violência social e estrutural também é sem dúvida um grande fator responsável pelo aumento da prevalência do transtorno de estresse pós-traumático durante o desenvolvimento na adolescência.

Os sintomas do transtorno do estresse pós-traumático se dividem em categorias principais: Reexperiência traumática; Fuga e esquiva; Distanciamento emocional; Hiperexcitabilidade psíquica; Sentimentos negativos.

Os objetivos do tratamento do transtorno do estresse pós-traumático estão voltados a: Diminuir os sintomas; Prevenir complicações; Melhorar desempenho na escola ou no trabalho; Melhorar relacionamentos sociais e familiares e Tratar transtornos associados (como depressão e alcoolismo).

O tratamento preferencial é a Terapia cognitivo-comportamental (TCC) por seis meses a um ano, complementada, em algumas ocasiões, com o uso de fármacos como os ansiolíticos ou os antidepressivos de última geração. Quando os tratamentos são associados, psicoterapia e o uso adequado de psicofármacos tem-se obtido melhores respostas terapêuticas.

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