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Terça-feira, 29 de Maio de 2018, 14h:00

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TODOS CONTRA O BULLYING

Para alguns especialistas os pais e as escolas devem ficar de olho nos comportamentos das crianças e adolescentes e sempre ter um bom diálogo com eles


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Beatriz G. Rufato - Psicóloga.

De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudante (Pisa), um em cada dez estudantes brasileiros sofrem com o bullying, que é um ato de intimidação e violência que pode ser física ou psicológica, intencional e repetitiva que ocorre sem motivação evidente, praticado por individuo ou grupo contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar e agredir, causando assim dor e angústia á vitima, geralmente ocorre em ambiente escolar.

Para alguns especialistas os pais e as escolas devem ficar de olho nos comportamentos das crianças e adolescentes e sempre ter um bom diálogo com eles. A conversa é e sempre será a melhor forma de combater esse tipo de violência, que pode provocar efeitos devastadores em crianças e adolescentes.

De acordo com lei nº 13.185 (2016), o bullying é classificado como uma intimidação sistemática, como violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. É incluso também ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros.

O bullying é diferente de uma briga comum, aquelas que chegam ás vias de fato ou as que ficam apenas na discussão, pois isso é considerado normal e faz parte do desenvolvimento.  Vira um problema quando as brigas se tornam rotineiras, em que um jovem ou um grupo começa a perseguir um ou mais colegas.

Crianças e adolescentes que são mais tímidos costumam ser as principais vitimas, pois na maioria dos casos elas apresentam dificuldades para se expressar ou se abrir em casa e na escola. O medo das agressões piorarem também contribui para o silêncio dessa criança. Os casos de bullying começam bem silenciosos, por isso se tornam mais graves, o agredido não conta na escola e nem em casa, mas muda seu comportamento.

Queda no rendimento escolar, falta às aulas e mudanças de comportamento são os sinais mais frequentes apresentados por quem sofre esse tipo de violência, por isso pais e escola precisam ficar atentos as suas crianças e adolescentes. Os mesmos cuidados também valem para situações fora da escola, pois pode acontecer cyberbullying (agressões virtuais), na vizinhança onde mora ou em locais que costuma frequentar.

O bullying pode ocasionar sérios problemas, de acordo com a gravidade e tempo que a vitima é exposto a ele. Elas podem ter o processo de aprendizagem comprometido, apresentar déficit de concentração, queda de rendimento escolar e desmotivação para os estudos. Isso também pode afetar o processo de socialização e causar um maior retraimento, dificuldade no relacionamento e na tomada de iniciativas e de decisões. A saúde das vitimas também pode ser afetada, desencadeando sintomas e doenças de fundo emocional, como dores de cabeça e de estomago, febre, vômitos, alergias, fobias e depressão.

Beatriz G. Rufato.

Psicóloga.

 

 

1 Comentário(s)
Muito bom a abordagem do assunto, parabéns!
enviado por: JEAN CARLOS em 29/05/2018 às 14:14:00
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