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Segunda-feira, 02 de Julho de 2018, 08h:35

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RELACIONAMENTO ABUSIVO!

Não julguem quem passa por isso, essas pessoas não veem outra saída nem perspectiva de vida


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Beatriz G. Rufato - Psicóloga.

Não é fácil identificar um relacionamento abusivo, pois a violência psicológica muitas vezes é confundida com cuidado e ciúmes, o que torna mais difícil reconhecer a situação de abuso. O que temos que ter sempre em mente é que o relacionamento abusivo não é apenas sexual, ele também pode ser psicológico e físico.

No inicio a relação é marcada por cuidados e elogios, mas depois se torna um convívio cheio de proibições, julgamentos e limites estabelecidos pelo(a) companheiro(a) da(o) jovem.  O individuo perde espaço de socialização, já que o namorado(a) não permite interação com outras pessoas, precisa se vestir de acordo com o gosto do(a) companheiro(a) e passa a ser duramente criticada(o) por ele(a).

Essa relação abusiva é um tipo de violência doméstica que se caracteriza por padrões de controle e em alguns casos comportamento violento em relacionamentos ocasionais ou sérios. Essa situação pode afetar qualquer pessoa independente de raça, classe, gênero ou orientação sexual.  

Relacionamento abusivo verbal é quando o companheiro(a) agride verbalmente, dizendo ao outro qual roupa usar o que fazer e também quando busca justificativas constantes de onde e com quem está. O abuso emocional se caracteriza por atitudes extremamente ciumentas, por proibições de encontrar amigos e família e acusações constantes de que o parceiro(a) é culpado por tudo.

No abuso físico ocorrem agressões, empurrões, puxão de cabelo e até mesmo forçar o sexo sem consentimento ou impedir que a parceira use métodos contraceptivos. O de ordem financeira é quando o parceiro proíbe o outro de trabalhar, controla o gasto de dinheiro, proíbe o acesso a contas bancarias, entre outras ações.

Atualmente também está sendo reconhecido o abuso tecnológico, onde o parceiro(a) controla as redes sociais, dizendo quem pode ser adicionado ou não, insistência em ter as senhas pessoais, monitoramento de celular e outras ações.

E assim é uma relação abusiva. Pessoas que nunca passaram por isso às vezes podem fazer comentários do tipo: “A se fosse comigo eu matava ou fugia”, “Por que não denuncia?”, “Por que continua?” Falar assim parece fácil, só quem vive a situação sabe como é difícil sair, ninguém passa por isso porque gosta.

Não julguem que passa por isso, essas pessoas não veem outra saída nem perspectiva de vida, falta força e apoio. Ensinem seus filhos a respeitarem mulheres e ensinem suas filhas que príncipes não existem, a não aceitarem tratamentos abusivos disfarçados de amor. Isso sim pode mudar alguma coisa. A psicoterapia ajuda a curar danos causados por essa relação tóxica ou abusiva. Procure ajuda.

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