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Segunda-feira, 21 de Maio de 2018, 13h:50

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PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO!

O ato de tirar a própria vida é possivelmente o mais perturbador e intrigante do ser humano, pois não é apenas o simples desejo de acabar com a vida, mas sim de parar uma dor que não consegue suportar.


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Beatriz G. Rufato - Psicóloga.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (2014), o Brasil é o quarto país com o maior crescimento de suicídio na América Latina, ou seja, um aumento de 10,4% na última década. Segundo a mesma, em média 3 mil pessoas cometem suicídio no mundo, uma a cada 40 segundos.

Entre os possíveis fatores de risco que podem levar a esse extremo estão: transtornos mentais, depressão, bipolaridade, esquizofrenia, situações como isolamento ou vulnerabilidade social, desemprego, perdas familiares e problemas na dinâmica familiar, dor crônica e câncer. O uso de drogas também pode aumentar o risco de suicídio.

O ato de tirar a própria vida é possivelmente o mais perturbador e intrigante do ser humano, pois não é apenas o simples desejo de acabar com a vida, mas sim de parar uma dor que não consegue suportar. É uma medida extrema de comunicar aos outros sobre seu sofrimento, pois é um tardio pedido de ajuda.

Pesquisas revelam que pessoas sozinhas, solteiras, divorciadas ou viúvas tendem a cometer suicídio mais do que as outras. Ter redes sociais de apoio, com a família e amigos auxiliam essas pessoas a receberem ajuda mais rápido em momentos de crise. Também há indícios que apontam para a existência de um fundo genético na questão suicida. Por um lado, o suicídio é relacionado com doenças mentais graves, muitas vezes de natureza hereditária e por outro lado há evidencias de histórias familiares de suicídio.

Foi constatado por meio de observações em casos de suicídio, que alguns fatores estão relacionados a uma maior ou menor probabilidade de cometer tal ato. Por exemplo, as mulheres tentam tirar a própria vida 4 vezes mais que os homens, mas em contra partida os homens morrem mais do que as mulheres e isso ocorre porque os homens utilizam meios mais agressivos e letais em suas tentativas, tal como; arma de fogo ou enforcamento. E as mulheres optam por meios menos agressivos aumentando as chances de serem ineficazes, como tomar remédios ou veneno.

O suicídio geralmente não pode ser previsto, mas existem alguns sinais indicadores de risco: tentativa anterior ou fantasia de suicídio; disponibilidade de meios para o suicídio; ideias abertamente falada; preparação de um testamento; pessimismo e falta de esperança entre outros. Quem apresentar tais fatores deve ser monitorado mais atentamente, mas não se pode ter certeza alguma sobre essa ideia, pois ela pode mudar na cabeça da pessoa de uma hora para outra.

Quando ocorrer a preocupação em relação a alguém próximo, o mesmo deve ser encaminhado a uma avaliação psiquiátrica, para que se possa avaliar adequadamente o risco e oferecer um tratamento. Esse tratamento pode ser a internação ou tratamento ambulatorial. Na maior parte dos casos o acompanhamento é feito por psiquiatras e psicólogos em um trabalho conjunto.

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