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Terça-feira, 26 de Junho de 2018, 15h:24

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Como a educação pode acompanhar as mudanças?

Quase dois terços das crianças matriculadas no ensino fundamental hoje trabalharão em carreiras que ainda não existem


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MEIRE DIAS

Trabalhar com o desenvolvimento de pessoas, especialmente de jovens exige pensar sobre educação, sistema e formas de ensino. Desde que empreendi esta jornada com o objetivo de inspirar e despertar em jovens seu potencial de realização, através do curso Protagonismo Juvenil e outras formas de preparar adolescentes e jovens para melhores escolhas, o tema educação tem feito parte do meu cotidiano.

Talvez para quem chegue de fora seja mais fácil enxergar a fragilidade de um sistema que continua ensinando como se fazia em 1830, só que para alunos nascidos sob a era da informação do século XXI. A grande maioria pertencente a geração Z, quando começaram a escrever a internet já existia, garotada totalmente tecnológica, globalizada e com mais informação que o imperador Júlio Cezar que dominava o mundo no auge de Roma e que Platão e Aristóteles que influenciaram a História com suas ideias.

Este cenário de acesso a todo tipo de informação de forma rápida e irrestrita, exige uma mudança não só da forma de ensinar, mas também da mentalidade de quem pensa e faz educação pois o professor assume o papel de facilitador de conteúdo e isso exige uma séria de habilidades que ninguém lhe ensinou em sua formação.

Todas essas mudanças impactam também o mundo corporativo que viu as máquinas a vapor darem espaço a inteligência artificial fazendo fábricas operarem quase sem mão de obra humana. Um estudo realizado em 2016 para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (CODE) estima que até 2020, 7,1 milhões de empregos devem desaparecer. E o que isso te a ver com educação?

Isso significa que quase dois terços das crianças matriculadas no ensino fundamental hoje trabalharão em carreiras que ainda não existem e a estimativa é de que 35% das habilidades mais demandas atualmente mudem em menos de 24 meses.

Combinados com a necessidades de qualificação técnica, cada vez mais vemos gestores reconhecendo que a maior parte dos desafios relacionados a equipes está em habilidades comportamentais e de relacionamento.

E aí, até quando vamos aceitar que inteligência emocional, protagonismo, finanças, inovação e marketing pessoal, entre outros, esteja fora do ensino fundamental e da formação de nossos adolescentes?

É fato que vivendo a era das pessoas e diante da ameaça da Quarta Revolução Industrial é preciso repensar a forma de fazer educação e, procurar respostas para perguntas como: Como a educação pode acompanhar as mudanças?

 

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