Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 16h03
BLOG DO COSTENARO
Cuidando da ansiedade (parte 5) - A Hipnoterapia
“Se você está deprimido, você está vivendo no passado; se você está ansioso, você está vivendo no futuro; se você está em paz, você está vivendo no presente. ” Lao Tzu

Sérgio Antonio Costenaro
Primavera do Leste - MT

A palavra ansiedade vem do latim "anxietas", "anxius", "anguere"  e significa angústia, ansiedade, perturbado, pouco à vontade, apertar, sufocar.

 

A vida de uma pessoa ansiosa não é fácil, o sofrimento é constante e realmente é muito difícil conviver com o medo do futuro, afinal, tudo é tão incerto. É assim que pensa e vive o ansioso, sob a perspectiva de “Tudo que vem de mim é seguro e tudo que vem de fora e não está sob meu controle é perigoso”. O sofrimento é intenso e constante porque estamos constantemente dependendo das pessoas, das situações e de variáveis que não dependem diretamente de nós mesmos.

 

Segundo pesquisas, 95% das enfermidades são psicossomáticas, ou seja, surgem a partir de desequilíbrios no nosso psiquismo e a cura desses problemas está no tratamento dessas perturbações emocionais. Quando se fala em “causas emocionais” algumas pessoas entendem que estão criando os próprios problemas, que são a causa de seus males ou são “fracas”. Não é bem assim, pois ninguém escolhe deliberadamente sofrer. Isso quer dizer tão somente que a causa não está no plano físico, mas sim no plano psicológico e que pode e deve ser tratado como qualquer outra enfermidade.

 

O tratamento com hipnoterapia tem se mostrado mais eficaz do que outros tratamentos, ou seja, com resultados consistentes e em um curto período de tempo. Em aproximadamente seis sessões, o paciente já consegue perceber mudanças significativas e duradouras no seu modo de pensar e consequentemente, no modo de agir.

 

Alfred A. Barrios, psicólogo americano, fez um estudo em 1970  (Hypnotherapy: a reappraisal)   para descobrir a efetividade terapêutica de três modalidades de psicoterapia: Hipnoterapia, Psicanálise e Terapia Comportamental. Os resultados foram esses: Psicanálise: 38% de recuperação após 600 sessões, Terapia Comportamental: 72% de recuperação após 22 sessões e Hipnoterapia: 93% de recuperação após seis sessões. Além dele e de outras inúmeras pesquisas no exterior, instituições brasileiras de sólida reputação têm investido na pesquisa e divulgação do uso terapêutico da hipnose, como o Hospital das Clínicas da USP (Universidade do Estado de São Paulo) e a UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo).

 

A hipnoterapia praticada por psicólogos, ao contrário do que muitos pensam, não se limita a tratar os sintomas. Aliás, essa visão de que a hipnose é baseada na sugestão e que seus efeitos são temporários e superficiais não é verdadeira.  A hipnose acessa as camadas mais profundas do cérebro permitindo o reprocessamento de todo conteúdo que dá origem à ansiedade patológica.

 

O relaxamento produzido pela hipnose modifica neurologicamente o cérebro, regulando a ativação da amígdala, tronco cerebral e sistema límbico (estruturas que identificam o perigo e nos deixam em estado de alerta) e promovendo a homeostase através da regulação parassimpática.  

 

Já discutimos em posts anteriores que o cérebro da pessoa ansiosa funciona como se ela estivesse sempre em perigo, por isso o constante estado de alerta, apesar de uma parte racional saber que não há perigo real.  O relaxamento produzido pela hipnose funciona como um anestésico que permite limpar e curar a “ferida emocional”. Quando a causa é encontrada e resolvida, os sentimentos ansiosos deixam de se manifestar e naturalmente a pessoa se equilibra e passa a viver uma vida feliz, saudável e com controle adequado da ansiedade. 


Fonte: Clique F5
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