Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015, 10h40
Cuidando da ansiedade (parte 2) - A respiração diafragmática
A respiração diafragmática nos fornece um aporte extra de oxigênio que promove o equilíbrio de todas as nossas funções corporais e mentais

Sérgio Antonio Costenaro
Primavera do Leste - MT

Uma das melhores formas de perceber que você está ansioso é pela respiração: ela fica mais ofegante, mais rápida e mais curta.  Sentir falta de ar também é um sinal de ansiedade.  Nessas horas, muitos pessoas o aconselham a ter calma, contar até três e respirar bem fundo... E não é que quem diz isso tem razão?  O estado de ansiedade ativa áreas do cérebro que estimulam a hiperventilação, ou seja, inalamos o ar com mais rapidez e de forma mais rasa e o esforço consciente para mudar isso ajuda a acalmar, pois o organismo volta a seu equilíbrio. Ao tornar sua respiração consciente, você traz sua atenção ao momento presente e com isso o estado de ansiedade tende a ser minimizado.


A respiração diafragmática


A respiração diafragmática é um método de respiração que consiste no controle do diafragma, utilizado para aproveitar toda a capacidade do pulmão, fornecendo mais oxigênio ao corpo e, consequentemente, ao cérebro, melhorando o seu funcionamento. A respiração diafragmática é muito utilizada para aliviar a tensão e o estresse e tê-la como hábito pode proporcionar um relaxamento durante o dia inteiro e não só nos momentos estressantes.  Não costumamos usar tanto assim o nosso diafragma, substituindo-o pelo movimento do tórax e do peito, deixando de aproveitar toda a capacidade de nossos pulmões. Quando, pelo hábito, levamos o nosso corpo a acostumar-se a utilizar mais a força do diafragma e menos o tórax, trazemos mais e mais puro ar para o aproveitamento do nosso corpo, melhorando o seu desempenho num geral.


Praticando a respiração diafragmática

1- Coloque-se de forma confortável – sentado ou deitado

2- Coloque a mão sobre o abdômen (para sentir o movimento da barriga)

3- Feche os olhos e concentre-se em sua respiração

4- Inspire pelo nariz e encha o pulmão de ar (projetando seu abdômen para frente) suavemente

5- Retenha o ar dentro do pulmão por dois ou três segundos

6- Expire pela boca até esvaziar por completo o ar do pulmão

7- Repita o processo

8- Quando já estiver familiarizado com o processo, você poderá fazer a respiração  4 – 7 – 8, ou seja: inspire por 4 segundos, retenha o ar por sete segundos e expire por oito segundos.


Quando fazer a respiração diafragmática

  • A respiração diafragmática pode ser feita a qualquer momento do dia, tanto nos momentos estressantes quanto antes de dormir.

  • O relaxamento proporcionado pelo aumento da oxigenação do cérebro ajuda a dormir.

  • É importante que você aprenda a fazer a respiração treinando-a pelo menos uma vez ao dia para ir acostumando seu organismo e torná-la aos poucos mais automática.

  • Caso você sinta tontura ou veja “bolinhas” ao abrir os olhos, saiba que isso é normal e vai desaparecer. Isso acontece, porque o cérebro recebe mais oxigênio do que está acostumado, mas é interessante ir adaptando o ritmo de forma que fique confortável e não gere sensação de náusea.

  • A respiração deve ser calma. Uma pessoa profundamente adormecida dá-nos uma ideia daquilo que devemos realizar.

  • Utilize a respiração diafragmática no relaxamento, ao deitar-se para dormir, nos momentos de tensões e conflitos emocionais, quando se sentir mentalmente cansado e nas fases preparatórias de qualquer trabalho intelectual.


Para maiores informações
Caso tenha dúvidas ou queira maiores informações entre em contato pelo email: sergio.psi@hotmail.com.  Assista, também a reportagem do fantástico sobre a respiração diafragmática no link:  https://www.youtube.com/watch?t=4&v=zIXdShyARl8

 

 


Fonte: Clique F5
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